Domingo – 20:55 – ‘Frio e calculista’, suspeito confessa ter estuprado e matado menina de 6 anos

Alexandre da Silva Alves, conhecido como Maluquinho, deu detalhes do crime em relato que chocou policiais pela frieza

Rio – Alexandre da Silva Alves, de 43 anos, conhecido como ‘Maluquinho’, foi preso na madrugada deste sábado, acusado pela morte da menina Agatha Nicole Silva Victorino, de 6 anos, crime que aconteceu na quinta-feira. De acordo com o delegado da Divisão de Homícidios da Capital (DH-Capital), Daniel Rosa, o suspeito não demonstrou arrependimento ao ser capturado. “Frio e calculista”, definiu o responsável pelas investigações sobre Maluquinho, que já havia sido preso duas vezes por tráfico e uma por tentativa de homicídio, quando era traficante da favela do Jacarezinho, na Zona Norte, em 1999.

O suspeito está na carceragem da DH, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, após o Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça ter expedido mandado de prisão temporária contra ele. Maluquinho deverá ser transferido para o Complexo de Gericinó ainda neste sábado e responderá por estupro de vulnerável e homicídio qualificado.

Segundo Rosa, o suspeito confessou o crime de maneira fria, que chocou os policiais que presenciaram o depoimento. Maluquinho afirmou que levou Agatha para a casa dele, na Rua 24 de Maio, no Engenho Novo, na Zona Norte, a mesma rua em que morava a família da menina. Após estrangular a vítima, ele a estuprou e fez uma cova na cozinha da casa, mas desistiu de enterrá-la porque o cheiro do corpo em decomposição iria denunciá-lo.

Sem demonstrar nenhum sentimento, o suspeito continuou o relato dizendo que resolveu colocar a menina, ainda viva, em uma mala e arremessar em um rio, que fica próximo do local do crime. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou os abusos sexuais e concluiu que Agatha teve morte por asfixia e afogamento, além de apontar que a menina tinha arranhões e marcas de pancadas na cabeça.

Para o delegado, Maluquinho pode ter cometido o crime por não ter conseguido ter relacionamento com a mãe da criança, que admitiu que o suspeito a paquerava. “Ele misturou raiva e frustração e descontou na criança, que ele chamava de ‘enteadinha’, demostrando interesse na mãe”, acredita Rosa.

O corpo da menina está sendo velado no Cemitério de Irajá, na Zona Norte, e será sepultado às 16h.

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Fonte: O Dia

 

RELEMBRE

 

Sexta Feira 15:15h – Homem é flagrado jogando mala com corpo de menina em rio no RJ

Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que um homem joga a mala com o corpo da menina Agatha Nicole Silva Victorino em um rio, nesta quinta-feira, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio. A criança, de seis anos, foi encontrada morta pela própria mãe na madrugada desta sexta, enquanto parentes faziam buscas pela região.

Ao ver as imagens, a mãe de Agatha, Luane Cristine, de 22 anos, afirmou que o homem estava entre as pessoas que ajudaram a procurar a menina logo depois que ela desapareceu. Ela contou que ninguém o conhece no bairro, mas disse que o reconheceu pelo porte físico e pelos trejeitos.

“É ele. Eu reconheço. Ele ajudou a procurar a minha filha”, reforçou. Segundo Luane, o assassino atraiu a criança para a morte com biscoitos. “Tinha biscoito na mala quando abrimos e metade de um deles estava comido. Ele deve ter dado o biscoito até onde ele queria chegar”, completou.

Luane destacou que a filha ainda estava viva quando ela encontrou a mala e que a menina teria respondido pelo chamado dela. “Quando eu fui na outra rua, uma mulher gritou: ‘um homem acabou de jogar uma mala no rio’. Eu corri para lá e comecei a gritar o nome dela. ‘Agatha, Agatha, você está aí?’ E ela respondeu: ‘Oi’. O Corpo de Bombeiros foi muito rápido, mas quando chegou disse que ela tinha acabado de morrer. A minha filha foi encontrada a três ruas de onde eu moro. A Agatha era ótima filha. Muito carinhosa. A minha ficha ainda não caiu. Ele vai pagar por tudo o que ele fez, pois Deus é justo. Não sei por que ele fez isso. Deve ser um maníaco estuprador”, desabafou.

 

Relembre o caso

A família contou que Agatha estava brincando com outras crianças na vila onde morava quando foi vista pela última vez. Segundo testemunhas, um homem chegou perto de onde os pequenos estavam e chamou a menina. Depois, alguns vizinhos relataram que o suspeito estava com uma mala.

Nas redes sociais, a mãe desabafou e lamentou a morte da menina. “Quero minha filha de volta”, escreveu em uma publicação. Os avós maternos de Agatha chegaram ao IML, na manhã desta sexta-feira, para reconhecer e liberar o corpo da menina. Robson Ferreira de Araújo, motorista de ônibus de 54 anos, é padrasto da mãe da pequena, mas a considera como neta porque ajudou a criá-la desde novinha.

“Esse é um momento muito crítico para a família, pois foi uma covardia que fizeram com a minha neta. A família toda está desesperada. Ela tinha apenas 6 anos, e vem um delinquente e faz isso com ela”, lamentou o avô, contando que ainda não sabe o motivo que levou a tamanha crueldade.

Ele destacou ainda que quer Justiça e pede que a polícia prenda o suspeito. “Não sei dizer se o cara é conhecido. Disseram que ele era magro, tinha um metro e setenta de altura, e acredito que ele seja um viciado. Não sei o que pode ter acontecido com ela. Como lá todos os vizinhos são conhecidos, acredito que a Nicole possa ter pensado que esse cara morasse lá perto e ter ido com ele”, finalizou.

A Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios da Capital (DH) está investigando o caso para tentar identificar o suspeito. De acordo com a polícia, uma perícia já foi realizada no local.

Fonte: O Dia

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