Blog do Adilson Ribeiro

Terça Feira – 23:25 – Doença é descoberta após ida a 15 médicos. Clique na foto abaixo e veja mais

Tudo começou com uma dor intensa na região da coxa da estudante Júlia dos Santos Manoel, de 12 anos, enquanto estava na escola, há dois anos. A servidora pública Letícia Barbosa dos Santos, 34, mãe da menina, foi chamada às pressas para socorrer a filha na escola, que reclamava de fortes dores.

Ao chegar ao local, Letícia conta que ficou desesperada e correu para o hospital com Júlia. Foram 15 médicos diferentes e diversos exames, durante três meses, até conseguir o diagnóstico de uma doença rara, chamada síndrome de dor complexa regional.

“Eu lembro que, na primeira vez que ela sentiu dor, fui buscá-la na escola, e ela estava chorando. Quando chegamos ao hospital, o médico mandou fazer um raio X e, como não deu em nada, disse para levá-la para casa e fazer compressas onde ela sentia dor.”

Três dias depois, sem nenhuma explicação, Júlia apresentava um quadro de dor aguda, perna inchada e de coloração alterada. Ela ficou sem andar por três meses, de acordo com a mãe.

Em uma das consultas, que passaram a ser regulares na vida de Júlia, após fazer uma eletroneuromiografia (exame neurofisiológico, utilizado no diagnóstico e prognóstico de lesões no sistema nervoso periférico), veio a confirmação da doença rara, que surge após um trauma, podendo ser tanto psicológico quanto físico.

“Por ficar três meses sem andar enquanto tentávamos descobrir a doença, a musculatura dela atrofiou e ela ficou com uma das pernas alguns centímetros menor que a outra. Apesar disso, a Júlia se recupera bem, graças a Deus.”

O médico neurologista responsável pelo tratamento de Júlia, Ramon D’Angelo Dias, contou que os sintomas da síndrome podem ser similares a outras doenças e isso pode ter dificultado o diagnóstico.

A fisioterapeuta Ketley Sander Marciel explicou que o início do tratamento de Júlia foi muito difícil. “Ela chegou sentindo muita dor. Como ela é muito calada, eu aprendi a respeitar e entender as expressões faciais e seguir com o tratamento sem traumatizá-la mais.”

Hoje, a estudante precisa tomar medicamentos contra dores, mas já consegue andar sem muletas.

 

Tribuna Online

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