Blog do Adilson Ribeiro

Guarapari Sábado 20:55 – Pombos invadem escola municipal e causam doença de pele em aluno

Durante 3 anos a dona de casa Katiana Alves de Souza, de 33 anos, conviveu com a preocupação de ver o filho Gabriel de Souza Lyra, de 9 anos, com uma dermatite, que é doença de pele, que lhe causava muito sofrimento e ninguém sabia explicar o motivo, mas este ano ela descobriu que o problema era causado por pombos que vivem na escola da criança.

A mãe relatou que antes de frequentar a escola Caic, no bairro Coroado, o menino não tinha problemas na pele e que eles só apareceram em 2014. “Os primeiros sintomas foram uma coceira insuportável na cabeça, no corpo e no pescoço. Ele coçava tanto que chegava a ficar em carne viva e decorrente dessas pomadas que fui passando nele a pele ficou muito fina. Então qualquer coisa que ele fazia, um movimento no pescoço ou alguma coisa machucava, feria. Também teve feridas nas partes íntimas, no bumbum e no pênis dele. Fora as infecções na pele que pareciam uns furúnculos e doíam muito. Ele vinha para a escola e saiam uns dois ou três, melhorava um e saia outro. Desde 2014 que ele estava com essas infecções na pele, ele tomou vários antibióticos”.

“Fui em vários médicos diferentes, até em Anchieta fui com ele. Uns falaram que que era o sabão ou o sabonete, outros que era porque ele era muito alérgico. De início a médica falou que poderia ser alergia a corante. Ela passou sabonete caro, creme um monte de coisas e eu fui tratando. Passou um tempo e voltou tudo, eu passava os cremes e dava antibióticos e ele melhorava aí quando ia para a escola e voltava tudo de novo. Comprei até leite zero lactose e nada”, relatou a mãe.

Ela também contou que a desconfiança de que o problema poderia estar na escola partiu da médica. “A médica me perguntou se poderia ser algo da escola. Eu fui lá e perguntei se eles usavam algum tempero artificial na comida e eles falaram que não”.


Segundo a mãe, o menino tinha muita dificuldade em aprender porque os remédios usados no tratamento lhe davam muito sono e por isso, a professora observava mais o garoto e foi assim que ela descobriu o motivo da doença. “A professora que percebeu o alvoroço no telhado causado pelos pombos e aí quando ela olhou ele estava se coçando porque caiu uns pozinhos do telhado da sala de aula. Ele começou a coçar as vistas e o corpo, foi então que ela me falou que o problema dele era os pombos. Além dele ser muito alérgico, os pombos estavam causando mais irritabilidade e não deixam ele melhorar”.

Katiana relatou que levou o filho na dermatologista e ela confirmou que os pombos eram o problema. “Voltei com ele na médica no dia 8 de abril e perguntei a ela se os pombos não eram o problema porque a gente estava fazendo tudo e não resolveu nada e a escola estava cheia deles. Ela falou para eu tirar ele da escola na mesma hora”.

A mãe disse ainda que já não estava levando o filho para a escola há três dias porque os remédios que ele vinha tomando o deixavam cansado e com muito sono e após o pedido da médica trocou o menino de escola e seguiu o novo tratamento, que logo deu resultado. “Ela passou uma pomada para ele usar durante cinco dias e como ele estava ficando em casa secou. Então quer dizer, o problema não era lá em casa nem a alimentação, era de fato a escola. Depois que ele saiu melhorou bastante e agora tem algumas manchinhas de furúnculo porque eram muitos, mas já comecei a ver o resultado”


Ela afirmou que após descobrir a causa da doença do filho outras mães relataram que seus filhos também poderiam estar sendo afetados. “Várias mães me disseram que acham que seus filhos também foram atingidos. Vira e meche elas pensavam que as crianças estavam com terçol, mas era uma infecção nas vistas. Muitas crianças aqui estavam passando por isso. O pediatra na unidade da família me falou que parecia epidemia porque as crianças daqui estavam cheias de infecções, mas na época eu ainda não tinha ciência que poderia ser os pombos”.

Segundo ela, os filhos mais novos também pegaram a doença, mas a médica explicou que por ele ser asmático a imunidade estava mais baixa e por isso, foi mais atingido. Ela relatou ainda que a presença dos animais na escola é antiga. “A escola até hoje desde quando foi construída só teve uma reforma nos telhados porque pingava nas salas e aí ficou os buracos nas janelas e os pombos entraram”.

Katiana afirma que conversou com a direção da escola sobre o problema que a presença dos animais causou ao seu filho. “A diretora falou que como estava impossível entrar na quadra por causa do mau cheiro, pombo morto e várias outras coisas. Ela foi lá falar com a secretária de educação e ela disse que precisava fazer uma solicitação e outras coisas e que não podia fazer nada agora, mas que a Zoonoses disse que não poderia matar os pombos. Eu falei com a diretora que se não poderia matar os pombos e meu filho como fica?”, questionou a mãe


“Como mãe me sinto triste em ter que tirar meu filho da escola pertinho de casa para colocar em outro lugar e ficar esperando a solicitação de papel sendo que eles poderiam pegar e agir. Se tem que desmontar, então desmonta a quadra. Mas o problema não é só na quadra, ele também está em cima da sala de aula. O que me deixou mais aborrecida foi que eles falaram que a Zoonoses pediu para não alimentar os pombos, mas ninguém está alimentando os pombos na escola. Eles fizeram ela de abrigo para poder colocar seus ovos e fazer seus ninhos. Ninguém faz nada e por isso, está tudo desse jeito”, desabafou Katiana.

A Imprensa detectou a presença dos animais em locais públicos como as praias da cidade e procurou a prefeitura para saber o que seria feito para reduzir a presença dos animais na escola e nas praias e foi informada que “a Secretaria Municipal da Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses, esclarece que uma equipe esteve no local e constatou a presença de pombos. Na ocasião foi aplicado gel repelente na estrutura da quadra da escola. Também houve orientação quanto a não oferta de alimento aos animais de modo a evitar o retorno dos pombos.

Por meio das Secretarias de Saúde e Meio Ambiente também foram realizadas ações nas praias do Centro e Praia do Morro, locais de proliferação destes animais, com o intuito de orientar a população e donos de quiosques para não ofertarem alimento aos pombos, uma vez que a prática atrai os animais para as praias. Vale ressaltar que existe uma proibição de captura e extermínio por meio de resolução do IBAMA. Assim, a medida cabível de combater a presença dos pombos é retirar toda e qualquer oferta de alimento no local”.


A imprensa também apurou que o prefeito Edson Magalhães esteve na escola Caic nesta quinta-feira (27) para verificar a situação da quadra. “A Secretaria Municipal de Educação informa que esta é a segunda visita do prefeito ao local para verificar a situação da reforma da quadra. Uma outra visita já foi realizada anteriormente e o gestor municipal estava acompanhado da Secretária Municipal de Educação, Sônia Meriguete e do Secretário Municipal de Obras, Emanoel Oliveira.

A administração pública reconhece a necessidade da reforma da quadra deste o início da gestão, inclusive a secretária de educação tem acompanhado a demanda de perto. Segundo a Secretaria Municipal de Obras Públicas (Semop) o processo para reforma da quadra está em fase de levantamento e elaboração do projeto, a secretaria pretende iniciar a obra até o mês de julho”.

Fonte: Portal 27

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