Blog do Adilson Ribeiro

Campos – Domingo – 17:59 – A gravidade da pandemia: UTI sem vaga, pressão empresarial e famílias sem renda. Veja Abaixo:

CAMPOS – Apelos e pedidos para flexibilização e retorno do comércio. Mas, médicos dizem que a volta precoce pode levar a quadros graves

A gestão da pandemia em Campos vive um dilema. Os hospitais públicos e privados colapsaram seus sistemas de UTI, com uma ocupação de 100% dos leitos. Prova disso é que 51 pacientes estão hoje na fila de espera por um leito de UTI. Além disso, há previsão de aumento significativo das internações nas próximas três semanas por conta do novo pico da pandemia e/ou pela letalidade das novas variantes. Por outro lado, um grande problema social e econômico se desenha: comércios de grande e pequeno porte fechados e várias atividades autônomas paralisadas afetam a renda financeira das famílias, sem falar em demissões e falência de vários negócios.

Diante desse quadro, a reunião do Gabinete da Crise, da qual participarão membros do governo municipal, do Ministério Público e representantes da sociedade civil organizada, nesta segunda-feira (5), é cercada de expectativas, sobretudo a respeito do comércio e serviços não essenciais. E surge uma indagação: É o momento de reabrir?

A possibilidade de evolução de contaminações para alto risco e aumento de internações com o comércio em geral aberto vem sendo alertada por autoridades médicas.  O subsecretário municipal de Vigilância Sanitária, Atenção Básica e Promoção da Saúde, Charbel Kury, é um dos que se mostram preocupados com flexibilização prematura. Ele vem destacando o estágio da curva de contaminação que nos encontramos. “O número de infectados tem crescido assustadoramente nestas últimas semanas e cada vez mais os pacientes tem evoluído rapidamente para uma situação de gravidade”, enfatiza Charbell.

 

Acontece que, setores econômicos organizados em sindicatos e associações, têm pressionado bastante para a volta das atividades comerciais, incluindo-se aí bares, restaurantes, lojas diversas e Shopping Centers. Um dos representantes da classe empresarial justifica o pedido de reabertura: “O comércio não pode ser sempre apontado como vilão porque tem cumprido com os protocolos e medidas sanitárias, mas há uma parte da população que não colabora e a conta acaba respingando nos comerciantes”, afirma o presidente da Carjopa (Comerciantes e Amigos da Rua João Pessoa e Adjacentes), Expedito Coleto.

FISCALIZAÇÃO E AÇÕES DA PREFEITURA – O governo Wladimir Garotinho vem promovendo diversas ações de enfrentamento à pandemia, dentre elas:  a abertura de novos leitos de UTI; testagem itinerante; a fiscalização de estabelecimentos comerciais quanto ao cumprimento das normas sanitárias; a ampliação das campanhas educativas; e, agora, a vacinação solidária para arrecadar alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

DECISÃO  E PLANO DE APOIO – A reabertura do comércio e serviços não essenciais se tornou uma questão vital para o município do ponto de vista econômico. No entanto, com o atual cenário, a decisão deverá ser acompanhada de planos estratégicos de reabertura gradual e com uma mínima segurança.

Vários comerciantes e empresários viram suas receitas despencarem a ponto de não conseguirem honrar custos fixos e variáveis, como os salários, alugueis, fornecedores, entre outros.  Soma-se a isso, a incerteza sobre o futuro, dado a inexistência de um plano de contingência por parte do governo federal.

Praticamente todos os setores da economia dizem que o momento é de o governo federal ajudar mais intensamente financeiramente as empresas do varejo.

 

 

 

Fonte: Campos 24 Horas

2 comentários sobre “Campos – Domingo – 17:59 – A gravidade da pandemia: UTI sem vaga, pressão empresarial e famílias sem renda. Veja Abaixo:

  1. Fabio

    Saudade de antes da pandemia que tinham leitos para todos e ninguém precisava ficar na fila de espera para liberação de leitos.

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