Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde diz que adesão às doses de reforço está aquém do esperado
A reunião do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19, ocorrida na manhã desta segunda-feira (11) trouxe novidades sobre a variante em circulação e sobre o cenário da doença em Campos, além do adiamento da volta às aulas para o segmento da educação infantil. No município, houve aumento do número de casos e de ocupação de leitos. Na semana passada, a Fiocruz publicou um alerta, sinalizando para o avanço das novas linhagens da Ômicron e possibilidade de reinfecções.
O secretário municipal de Saúde, Paulo Hirano, que conduziu a reunião virtual do gabinete de crise, disse que a subida e estabilização da quarta onda da doença na cidade indica que o momento é cautela.
“Estudos técnicos e científicos já apontavam que iríamos passar por essa nova onda e hoje não temos dúvida de que estamos numa quarta onda. Onda esta amenizada pela imunização e, consequentemente com números menores, porém significativos dentro da curva estatística, principalmente nas últimas três semanas em que o município saiu do registro de dois para seis óbitos por semanais”, ponderou.
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Já o infectologista e responsável técnico pela Vigilância e Saúde da Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde (Subpav), Charbell Kury, disse que a taxa de positividade para testagem que, em junho, chegou a atingir 35% nos testes de antígeno e de 40% nos testes PCR, mas que vem mantendo estabilização de 27% e 32%, respectivamente. Segundo o especialista, as subvariantes da Ômicron, BA.4 e BA.5, têm predominância de 93% em todo o mundo e com isso, “Percebemos que diminuiu a mortalidade pela doença, mas aumentou a transmissibilidade”, disse o infectologista.
Quanto à mortalidade em Campos, Charbell Kury, apresentou estudo da Subpav que analisou individualmente 18 óbitos. “Dezessete pacientes estão na faixa etária acima dos 60 anos. Destes, nove com esquema vacinal incompleto, sendo oito com duas doses e um com três doses da vacina”, disse ele acrescentando. “Isso aumenta cada vez mais a necessidade da imunização, inclusive das doses de reforço da população adulta. Essas doses são essenciais para o bloqueio de casos graves e óbitos.”

Vacinação e preocupação
Em Campos, a adesão à imunização das doses de reforço está aquém do esperado, sendo vacinadas até a última sexta-feira (9) 201.199 pessoas com a terceira dose e de 54.620 com a quarta dose. Isso representa cobertura vacinal de 42,6% e 11,4%, respectivamente.
Segundo a Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde (SUBPAV), de 5 de julho até hoje (11) há 310 casos notificados de síndrome gripal/Covid-19 ativos no município.
Dentro do atual cenário, a preocupação das autoridades em saúde de Campos ainda são os bolsões de susceptíveis, ou seja, pessoas de cinco anos ou mais que ainda não tomaram a vacina e, a possibilidade de um novo surto em especial nos não elegíveis para a vacinação, que são as crianças de três e quatros anos e, por isso, o adiamento do retorno às aulas escolares para a Educação Infantil.
“Temos observado que óbitos têm acometido pessoas acima dos 60 anos e, por isso, ressaltamos que essa parcela precisa completar o esquema de vacinação. Aqueles que têm acima de 40 anos também devem fazer a segunda dose de reforço”, reforçou Charbell Kury.
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