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Um homem foi preso após atear fogo no corpo da própria companheira em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. A vítima, de 26 anos, está gravida e teve, de acordo com parentes, cerca "60% do corpo" queimado. Segundo a Polícia Civil, o homem, identificado como Altair Ferreira da Silva, de 41 anos, foi encontrado no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na Zona O rado no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, por agentes da 50ª DP (Itaguaí), nesta segunda-feira — contra ela havia um mandado de prisão preventiva.
O caso aconteceu no último dia 16 de junho, no bairro Engenho. Segundo o relato recebido pelos agentes, a vítima, Fernanda de Jesus Neves, estava na casa do casal conversando e bebendo com um homem no quintal. Na ocasião, Altair chegou à residência iniciou uma briga com a mulher, após expulsar o amigo dela.
Fonte: Extra Globo
Um cantor gospel foi baleado na cabeça durante um assalto na madrugada desta segunda-feira (8) em Imbariê, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Elyon Sosthenes dirigia um veículo quando foi abordado por criminosos na avenida Coronel Sisson. De acordo com o irmão da vítima, Thiago Douglas, o cantor foi atingido na cabeça e no pescoço.
Elyon está internado, foi operado nesta tarde, por volta das 16h30 e encontra-se em o irmão da vítima, Thiago Douglas, o cantor foi atingido na cabeça e no pescoço.
Elyon está internado, foi operado nesta tarde, por volta das 16h30 e encontra-se em estado grave no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, segundo informações da unidade.
https://youtu.be/vUf-nKWwNq0
Delegado da Delegacia de Furtos e Roubos de Muriaé - Eduardo Freitas da Silva
O crime aconteceu no dia 04 de novembro de 2017 e repercutiu em toda a região. Na época, a Polícia Militar que atua em Carangola relatou que o suspeito abordou o taxista e pediu para que ele o levasse a Faria Lemos que fica a 12 quilômetros de Carangola.
No percurso, o autor rendeu o taxista com uma faca e o colocou no porta-malas do carro, mas na fuga, capotou com o veículo e fugiu do local. O taxista na época teve ferimentos graves, porém foi socorrido pelo serviço de saúde da região, resistindo ao acidente.
A Polícia Militar identificou o autor do roubo e registrou a ocorrência, mas na época, não conseguiu prende-lo.
Nesta segunda-feira, de acordo com o delegado de Polícia Civil, Eduardo se a Faria Lemos que fica a 12 quilômetros de Carangola.
No percurso, o autor rendeu o taxista com uma faca e o colocou no porta-malas do carro, mas na fuga, capotou com o veículo e fugiu do local. O taxista na época teve ferimentos graves, porém foi socorrido pelo serviço de saúde da região, resistindo ao acidente.
A Polícia Militar identificou o autor do roubo e registrou a ocorrência, mas na época, não conseguiu prende-lo.
Nesta segunda-feira, de acordo com o delegado de Polícia Civil, Eduardo de Freitas, ele procurou a delegacia para se entregar, alegando estar sendo ameaçado por pessoas que ele não quis identificar.
Pelo fato do crime não ter prescrito, o rapaz foi preso e nos próximos dias ele será transferido para a Delegacia de Carangola onde responderá pelo crime que cometeu.
Responsável por uma revolução na maneira de cantar e tocar violão que mudou tudo na música brasileira, João Gilberto morreu neste sábado, 6, aos 88 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada. Ele deixa três filhos, João Marcelo, Bebel e Luisa.
Nos últimos dez anos, aquele João Gilberto ícone da bossa nova foi aos poucos perdendo espaço para um personagem complexo. A decadência física, as questões de família, os problemas de dinheiro, os contratos mal feitos, enfim, um conjun stionável. Espero que sua obra seja mantida e que as novas gerações tenham pleno acesso a ela. Ele faz parte da memória cultural desse país. João Gilberto é pra sempre!
Carlos Diegues , diretor — Não convivemos muito, mas João Gilberto foi o inventor da Bossa Nova e criou algo que foi muito além da música brasileira. Ele deixa um legado extraordinário. Primeiro, entendeu a cultura brasileira e conseguiu passar isso para a música de uma maneira muito autêntica, conseguindo juntar a tradição da nossa música com a história do Brasil.
A neta Sofia Gilberto, de três anos, homenageou o avô pelo Facebook: "Foi o vovô mais amoroso e carinhoso que eu poderia ter tido".
O filho João Marcelo, pai de Sofia, também lamentou a morte do pai no em seu perfil no Facebook.
— Meu pai faleceu. A luta dele foi nobre e ele tentou manter a dignidade enquanto perdia sua soberania. Agradeço à minha família (meu lado da família) por estar sempre com ele, ao Gustavo por ser um amigo verdadeiro e cuidar dele como um de nós. Por último, gostaria de agradecer a Maria do Céu por estar ao lado dele até o fim. Ela era sua amiga e companheira verdadeira — disse.
A mãe de Sofia, Adriana Magalhães Oliveira, lembrou do afeto que o cantor tinha pela menina.
Grande e único. Graças a ele, a bossa nova se consolidou e a música brasileira teve portas abertas para conquistar seu lugar no mundo. A brilhante geração de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque não teria ido tão longe se não fosse a inspiração de "Chega de saudade", disco que João lançou em 1958.
São muitos os capítulos desta história. Primeiro, o do adolescente que cantava coisas do rádio no alto-falante da Praça da Matriz de sua cidade, Juazeiro (BA). Depois, o jovem que foi para Salvador sonhando em se profissionalizar.
Em seguida, a ida para o Rio como crooner do grupo vocal Garotos da Lua. Não deu certo. Demitido por faltar aos compromissos, ele tentou outros caminhos, gravou um disco que não aconteceu, chegou a participar de show de Carlos Machado, passou por maus pedaços no Rio, sem casa, sem trabalho, sem perspectiva. O cantor dessa fase é fã de Orlando Silva, tenta cantar como ele, mas fracassa.
De 1955 a 1957, não se ouviu mais falar em João Gilberto no Rio que o rejeitara. São os dois anos que ele passa em Porto Alegre, Diamantina e, por menos tempo, na casa dos pais em Juazeiro. Quando volta ao Rio, é outro homem, outro artista.
Consta que, durante ao seis meses em que morou com a irmã na cidade mineira, não saiu de casa, pouco falou, dia e noite abraçado ao violão em busca de ritmos e harmonias que acabariam dando forma definitiva a um estilo que logo seria visto por outros músicos como novo, quando não revolucionário. Novo estilo, nova bossa, bossa nova.
Embora muitos fatos relacionados a João Gilberto fossem criados, como se sua vida tivesse de ser tão extraordinária quanto sua arte, a transformação que ocorreu nos seis meses em Diamantina realmente aconteceram, num estranho processo de reinvenção difícil de explicar. Como terá chegado àquela batida de violão?
Por que mudou tão radicalmente o timbre de voz? E onde foi buscar a emissão, a divisão, a precisão, o jeito de cantar, de início aparentemente transgressor, mas, na realidade, preciso, adequado a todo tipo de canção, brasileira ou não? E de que forma voz e violão se integraram como uma coisa só, feitos um para o outro.
O fato é que o João Gilberto que volta ao Rio em 1957 vai, como diria Tom Jobim, influenciar “toda uma geração de arranjadores, guitarristas, músicos e cantores”. Aos 26 anos. Criou assim a bossa nova, fez seguidores, ficou famoso. Cultuado no Brasil e admirado no mundo inteiro, gravou discos aqui e nos Estados Unidos, excursionou à Europa, apresentou-se em festivais, foi aplaudido no México e no Canadá, na Alemanha e no Japão.
Com esporádica passagens pelo Brasil, João Gilberto fez de Nova York o seu pouso. Em 1979, volta em definitivo. A partir de então e até 2008, ano de seu último show, cada subida ao palco é um acontecimento. Ou quando acontece, sempre com lotação esgotada, ou quando não, como o do Canecão (em 1979), cancelado por problemas de som que só o preciosismo de seus ouvidos detectou.
Cancelou também um show no Municipal, em 2011, pelo qual seu produtor seria condenado a devolver mais de R$ 500 mil ao teatro. Cancelou ainda, por problemas de saúde, a excursão comemorativa de seus 80 anos.
A maioria de seus últimos shows no Brasil deu-se em seu formato preferido: ele sozinho, terno e gravata, banquinho e violão. Sua relação com a plateia tinha de ser mutuamente respeitosa. Em várias ocasiões, zangado ou com um simples “psiu”, obrigou o público a fazer silêncio para ouvi-lo.
Fonte: Extra