Autor

Vania Ribeiro

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Notícias em Geral · 23 de agosto de 2017 às 21:54

Quarta feira 20:59 - Professora é agredida por aluno de 15 anos após expulsá-lo da sala de aula


Ela pediu para o estudante colocar o livro sobre a mesa. O jovem se irritou e a discussão foi parar na diretoria.

Uma professora desabafou no Facebook após ter sido agredida por um aluno dentro da diretoria da escola. Marcia Friggi, que dá aulas no Centro de Educação de Jovens e Adultos em Idaial (SC), conta que o garoto de 15 anos ficou irritado quando ela pediu para ele colocar o livro sobre a mesa.

O aluno estaria com o livro apoiado na perna quando a docente fez a intervenção. Ele teria respondido com palavrões, e a professora o encaminhou para a diretoria, onde a discussão continuou. O jovem a acusou de mentir, mas ela afirmou que toda a classe tinha testemunhado o diálogo.

No local, a professora ainda estava falando quando ele começou a agredi-la. O último soco foi tão forte que a fez bater contra a parede, segundo o relato de Marcia. No texto que foi para as redes sociais, ela disse “estar dilacerada”, não apenas fisicamente, psicologicamente também. Af a respondido com palavrões, e a professora o encaminhou para a diretoria, onde a discussão continuou. O jovem a acusou de mentir, mas ela afirmou que toda a classe tinha testemunhado o diálogo.

No local, a professora ainda estava falando quando ele começou a agredi-la. O último soco foi tão forte que a fez bater contra a parede, segundo o relato de Marcia. No texto que foi para as redes sociais, ela disse “estar dilacerada”, não apenas fisicamente, psicologicamente também. Afirmou ainda que se sentiu desamparada, e que sofre pela condição de trabalho dos professores nas escolas brasileiras.

A professora não falou sobre o caso. A Secretaria de Educação da cidade também não respondeu.

Leia o relato completo:

DILACERADA

Estou dilacerada. Aconteceu assim:

Ele estava com o livro sobre as pernas e eu pedi:

– Coloque seu livro sobre a mesa, por favor.

– Eu coloco o livro onde eu bem quiser.

– As coisas não são assim.

– Ahhh, vai se foder.

– Retire-se por favor.

Ele levantou para sair, mas no caminho jogou o livro na minha cabeça. Não me feriu, mas poderia. Na direção eu contei o que tinha acontecido. Ele retrucou que menti e eu tentei dizer:

– Como, menti? A sala toda viu… Não deu tempo para mais nada. Ele, um menino forte de 15 anos, começou a me agredir. Foi muito rápido, não tive tempo ou possibilidade de defesa. O último soco me jogou na parede.

Estou dilacerada por ter sido agredida fisicamente. Estou dilacera por saber que não sou a única, talvez não seja a última. Estou dilacera por já ter sofrido agressão verbal, por ver meus colegas sofrerem. Estou dilacera porque dilacera porque me sinto em desamparo, como estão desamparados todos os professores brasileiros. Estamos, há anos, sendo colocados em condição de desamparo pelos governos. A sociedade nos desamparou. A vida…

Lembrei dos professores do Paraná que foram massacrados pela polícia, não teve como não lembrar.

Estou dilacerada pelos meus bons alunos, que são muitos e não merecem nossa ausência.

Estou dilacerada, mas eu me recupero e vou dedicar a minha vida para que NENHUM PROFESSOR BRASILEIRA passe por isso NUNCA MAIS. (Não sei se cometi erro ao escrever, perdoem.)

Polêmica


Apesar das imagens chocantes e o relato impressionante da professora agredida, logo respostas ao seu desabafo começaram a surgir. Aparentemente, a professora havia concordado com o ataque que o pré-candidato à presidência pelo DEMOCRATAS, Jair Bolsonaro, havia sofrido, em que recebeu uma ovada de uma manifestante.

Os defensores do candidato procuraram comentários feitos pela professora agredida em que ela não apenas comemorava o ataque, como se dispunha a fazer o mesmo, caso tivesse oportunidade.

Em vista disso, muitos internautas a condenaram, subtendendo-se que para ela, a violência teria dois pesos e duas medidas.

Deixe sua opinião sobre esse caso chocante e polêmico nos comentários. O que deve ser feito a respeito do adolescente de 15 anos que agrediu a professora?

Fonte: Metrópoles/JusBrasil

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Notícias em Geral · 22 de agosto de 2017 às 23:49

Terça feira 22:55 - Jovem que estava desaparecido há vários dias foi encontrado morto na tarde dessa terça feira

No início da tarde dessa terça feira 22/08, o corpo de um homem sem vida foi visto no meio da pastagem no loteamento do Bairro Chevrand em Carangola.
Acionaram o SAMU que constatou o óbito, há vários dias, sendo acionada a PM que acionou a Perícia Técnica da Polícia Civil.
Foi constatado e confirmado pela mãe que se tratava do jovem Artur de apenas 17 anos. Na última quarta feira, após ingerir uma cartela de medicamentos, ele saiu de casa e não mais retornou.
A mãe, desesperada, buscou informações e pediu ajuda para encontrá-lo. Ao ver as fotos e confirmar seu óbito, ela não pode chegar ao local que seria íngreme e por problemas de saúde com a pressão arterial alta e ela se lamentou profun minhou o Corpo ao IML de Muriaé e após a liberação ele será sepultado em Carangola.

Fonte: É O Combatente

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Notícias em Geral · 14 de agosto de 2017 às 16:34

Segunda feira Santa Maria Madalena 15:39 - Acidente entre dois veículos faz sete vitimas

Três pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas em decorrência de um grave acidente registrado no início da madrugada deste domingo (13) na RJ-172, em Santa Maria Madalena. As informações são da Polícia Rodoviária Estadual.

Dois carros colidiram por volta de 0h15, na altura do quilômetro 15, no distrito de Manoel de Moraes. Os veículos envolvidos seriam um Fiat Punto e um Toyota Corolla. No Punto, o condutor e o carona morreram carbonizados e por isso não foram identificados. Uma terceira pessoa também sem identificação e ocupante do Punto morreu no Hospital Basileu Estrela, em Santa Maria Madalena.

O único ocupante sobrevivente do Fiat Puno é Rogério, socorrido em estado grave. Ele seria morador de Visconde de Imbé.

Já no Corolla, o motorista Rodrigo Martins Monteiro, 34 anos, e os ocupantes Anchieta Zerbini Monteiro, de 34 anos, e Gustavo Feijó Sampaio, de 41 anos, foram socorridos pelas ambulâncias e Defesa Civil do município. Todos seguem internados no Hospital Basileu Estrela e o quadro de saúde dos três é grave.

Segundo o BPRv, os ocupantes do Corolla seguiam para Macuco, enquanto que os ocupantes do Punto seguiam em direção a Manoel de Moraes. As causas da colisão estão sendo investigadas pela Polícia Civil de Santa Maria Madalena. Peritos estiveram no local do acidente em busca de vestígios que possam ajudar a entender como o acidente teria ocorrido.

Desde a madrugada agente do Posto 17 de Bom Jardim da Polícia Rodoviária Estadual foram deslocados para atender a ocorrência e orientar o trânsito. Os veículos foram removidos
da pista no final desta manhã.

Fonte: Adriano Teixeira/

Fonte e Fotos: 2ª Cia/ BPRv

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Notícias em Geral · 12 de agosto de 2017 às 23:49

Sábado 22:53 - Policial Militar é alvo de processo por se recusar a usar arma durante o serviço e alegar que "Deus dará o livramento"

Policiais militares durante treinamento de tiro

Soldado do Espírito Santo vai responder a processo administrativo e poderá ser expulso da instituição. Questionado, ele alegou que "Deus dará o livramento" em casos de perigo.

Um soldado da Polícia Militar tornou-se alvo de um processo administrativo interno ao dizer expressamente ao seu comandante que não usará, em nenhuma situação, sua arma de fogo. A justificativa dele é a de que, devido à sua crença religiosa, "Deus o dará o livramento de situações extremas que o obriguem de tirar a vida ou agredir alguém".

O soldado foi questionado, em sindicância, sobre como agiria se presenciasse um colega de farda ou um cidadão em situação em que a "intervenção letal", com a arma de fogo, fosse necessária. Na resposta, disse não saber o que faria.

"Respondeu que não saberia dizer como iria reagir (...) além de outras alegações causadoras de impedimento de empenho militar em atividades operacionais", diz trecho da sindicância, reproduzido no Boletim Geral da PM número 37, publicado na última sexta-feira (11). Trata-se de uma publicação interna da instituição.

O soldado atua na 5ª Companhia do 4º Batalhão da PM, localizada em Aribiri, Vila Velha. Ela é responsável pelo policiamento da região compreendida entre o bairro Glória e São Torquato, incluindo a Grande Santa Rita e a Grande São Torquato. Todas essas regiões enfrentam problemas de violência e tráfico de drogas.

A sindicância foi iniciada em maio e, agora, foi transformada em um Procedimento Administrativo Disciplinar de Rito Ordinário (PAD-RO), de acordo com o boletim. Um dos resultados possíveis desse procedimento é a exclusão do policial.

A averiguação contra o policial começou após chegar ao comandante da 5ª Cia informação de que o soldado comentara com outros colegas sobre "sua recusa em utilizar arma de fogo em qualquer hipótese".

A sindicância concluiu haver "indícios de irregularidades na conduta" do policial por ele "apresentar postura explicitamente incompatível com as atribuições da função policial militar".
de um policial operacional se recusar a usar sua arma de fogo.

“Claro que a arma é o último recurso, mas tem hora que ela não defende só a própria vida, mas também do companheiro de trabalho e do cidadão. Não dá para consentir que o policial trabalhe no serviço operacional desarmado. Não dá para aceitar isso”, afirmou Conceição.

Ele afirmou também que a Associação pode prestar assistência jurídica ao soldado. “Se ele for associado, ele vai ter a assessoria, mesmo para dizer que o que ele quer é indefensável”, disse.

Conceição frisou também que o policial sabe que a arma é inerente à função desde que decide prestar o concurso público. “É a primeira vez que vejo isso. Só ouvi isso no passado, história de policiais que usavam a arma sem munição. Mas era lenda urbana. A arma de fogo é necessária”.

De acordo com o Portal da Transparência do governo, o soldado processado está na PM desde março de 2014.

Filme de guerra pode ter inspirado ideia

Baseado em fatos reais, o filme “Até o Último Homem”, dirigido por Mel Gibson, foi lançado em 2016 e conta a história de Desmond Doss. Ele é um soldado adventista que esteve na Segunda Guerra Mundial, mas optou por abrir mão das armas. Ele socorria e resgatava soldados feridos. A crítica do filme aponta que a maneira como o ator Andrew Garfield construiu o personagem principal mostra Doss como um fanático religioso e com problemas psicológicos.

Fonte: Gazeta Online

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Notícias em Geral · 12 de agosto de 2017 às 23:13

Sábado 22:18 - Soldado da PM mata mãe sogra namorada e comete suicídio em Minas


Crimes aconteceram neste sábado (12) em Divinópolis e em Rio Pomba

Um triplo homicídio e um suicídio marcaram a manhã deste sábado (12), em Minas Gerais.

O soldado da Polícia Militar (PM), também soldado da corporação Igor Quintão Vieira, de 23 anos, matou a namorada e a sogra, em Divinópolis, na região Centro-Oeste do Estado, e depois seguiu para Rio Pomba, na Zona da Mata mineira, onde matou a mãe e tirou a própria vida em seguida.

De acordo com a PM, o caso começou quando Igor foi para Divinópolis, por volta das 2h da manhã, entrou na casa da namorada Aline Guimarães Rodrigues, de 34 anos, e disparou contra ela e a mãe dela, Elisabete Guimarães Rodrigues, de 66. Após matar as duas, ele seguiu para Rio Pomba, onde a mãe Eloísa Santa Quintão Vieira, de 48, morava.

“Por volta das 6h, ele enviou uma mensagem para o Whatsapp do irmão dizendo que era fraco, que não aguentava mais e pedia para que chamassem a polícia, porque ele tinha feito besteira. Ainda falou que estava decidido a cometer o auto-extermínio e que, prevendo o futuro sofrimento da mãe, resolveu tirar a vida dela também”, contou o major Flávio Santiago, chefe da sala de imprensa da PM.

Segundo Santiago, os familiares encontraram os corpos de Igor e da mãe dele meia hora depois do envio da mensagem. Um revólver calibre .38 que estava na mão do sold da mensagem. Um revólver calibre .38 que estava na mão do soldado foi apreendido.

“Cada um deles recebeu um disparo da arma. Tudo indica que foi homicídio seguido de auto-extermínio, mas vamos esperar o resultado da perícia”, afirmou o capitão Leonardo Tagliate, do 21º Batalhão da PM, unidade que faz o policiamento em Rio Pomba.

Ainda de acordo com informações repassadas a Tagliate, Igor não apresentava problemas disciplinares ou de comportamento dentro da PM.

A Polícia Civil informou que a perícia é realizada nas duas cidades e que os laudos sobre os crimes devem sair em até 30 dias.

O soldado da PM cursava a Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos, na Academia da Polícia Militar, no bairro Prado, na região Oeste de BH. O jovem já tinha atuado no 22º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento de parte da região Centro-Sul da capital mineira.

Fonte: O Tempo

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Notícias em Geral · 12 de agosto de 2017 às 22:19

Sábado 21:22 - Cinco pessoas morreram em acidente na rodovia que liga Tabuleiro a Rio Pomba MG

Tragédia na volta pra casa após festa na cidade de Tabuleiro.

O acidente aconteceu no meio da madrugada deste sábado, na r deste sábado, na rodovia que liga Tabuleiro a Rio Pomba onde o choque frontal entre um veículo Parati e um Fiat Uno deixou cinco mortos, sendo quatro carbonizados.

Segundo informações, o motorista da Parati, Tiago, 22 anos, que também morreu no local, estava retornando de Rio Pomba, onde teria deixado a namorada e os cinco ocupantes do Fiat Uno retornavam da Exposição de Tabuleiro para Rio Pomba, quatro morreram carbonizados: Hélio, 41 anos; Otoni, 35 anos; José Márcio, 49 anos; Marco, 44 anos; e apenas um sobreviveu, o Geraldo. A tragédia foi registrada pela Polícia Rodoviária de Juiz de Fora.

Fonte: Silvan Alves

Notícias em Geral · 02 de agosto de 2017 às 23:02

Quarta feira 22:06 - Câmara rejeita denúncia contra Michel Temer

A Câmara dos Deputados rejeitou há pouco a denúncia contra o presidente Michel Temer. O voto de número 172 foi da deputada Rosângela Gomes (PRB-RJ). Mas antes do voto da parlamentar, o governo já tinha conseguido matematicamente barrar a denúncia, considerando a soma dos votos a favor do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contrário à admissibilidade da denúncia, ausências (13) e abstenções (1).

Isso porque eram necessários o mínimo de 342 votos contra o parecer do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) e, com isso, autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar o presidente. A vitória do governo foi conquistada durante a votação da bancada do Rio de Janeiro.

Com o resultado, a Câmara não aprova a admissibilidade para que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue Temer.

Com essa decisão, a denúncia é suspensa e só pode ser retomada depois que Temer deixar a Presidência da República. No dia 26 de junho, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF a denúncia contra Temer, com base na delação premiada de Joesley Batista, dono do grupo JBS. Foi a primeira vez que um presidente da República foi alvo de um pedido de investigação no exercício do mandato.

Três dias depois, a presidente do STF, ministra Cármem Lúcia, enviou ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a denúncia com pedido de autorização para que a Corte Máxima do país possa invest retomada depois que Temer deixar a Presidência da República. No dia 26 de junho, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF a denúncia contra Temer, com base na delação premiada de Joesley Batista, dono do grupo JBS. Foi a primeira vez que um presidente da República foi alvo de um pedido de investigação no exercício do mandato.

Três dias depois, a presidente do STF, ministra Cármem Lúcia, enviou ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a denúncia com pedido de autorização para que a Corte Máxima do país possa investigar Temer.

Com o impedimento da autorização, caberá ao presidente da Câmara dos Deputados comunicar ao STF o resultado da votação e a impossibilidade de abrir investigação contra o presidente.

Votação

A primeira sessão começou pontualmente às 9h. A oposição apresentou cinco requerimentos pedindo o adiamento da votação, mas todos foram rejeitados. Cinco deputados da oposição chegaram a protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) um mandado de segurança pedindo que a Corte garantisse, por meio de uma liminar com efeito imediato, a manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no plenário da Câmara. O pedido foi indeferido pela ministra Rosa Weber, do STF.

Durante a sessão, o relator do parecer Abi-Ackel e o advogado de Temer, Antônio Maris, falaram e defenderam o arquivamento da denúncia. Depois, deputados contra e a favor do parecer se revezaram no microfone para apresentar seus posicionamentos. Após cinco horas de debate, Rodrigo Maia encerrou a primeira sessão. Pelo regimento da Casa, a sessão deliberativa pode durar quatro horas, prorrogáveis por mais uma. Se não estiver em andamento nenhuma votação, a sessão deve ser encerrada e o presidente deve abrir outra. Com isso, uma nova sessão foi aberta e começou a recontagem do quórum em plenário, com a oposição voltando a apresentar os requerimentos de adiamento da votação.

A base governista reuniu quórum necessário e os debates foram retomados, com os partidos encaminhando a votação das bancadas, quando orientam os deputados como devem votar. Após o encaminhamento, Maia iniciou a votação nominal: cada deputado era chamado ao microfone para proferir seu voto.

A votação foi marcada por troca de ofensas entre governistas e oposicionistas e até momentos de tumulto.

Histórico

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República chegou à Câmara no dia 29 de junho. Na denúncia, Temer é acusado de ter se aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e ter recebido, por intermédio de um ex-assessor, Rodrigo Rocha Loures, “vantagem indevida” de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela Operação Lava Jato.

Segundo a Constituição Federal, um presidente da República só pode ser investigado no exercício do mandato se a Câmara autorizar o andamento do processo.

Durante a tramitação na Câmara, a denúncia motivou diversas discussões em torno do rito de análise e tramitação da denúncia.

A denúncia foi analisada inicialmente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e recebeu do primeiro relator, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), voto favorável para a autorização da investigação. O parecer de Zveiter foi rejeitado pela maioria dos membros da comissão, que aprovaram um parecer substitutivo, elaborado por Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), recomendando o arquivamento do processo.

Ao longo da tramitação na Câmara, o processo mobilizou a liderança da base governista em torno da busca de apoio ao presidente. Partidos da oposição também adotaram diferentes estratégias nos últimos meses na tentativa de garantir a autorização para abertura da investigação.

Os oposicionistas criticaram a troca de membros na CCJ e a liberação das emendas parlamentares antes da votação na comissão e no plenário, enquanto os governistas argumentavam que a denúncia contra Temer precisava de provas concretas e que a investigação do presidente poderia causar mais instabilidade ao país.

* Colaborou Débora Brito

Fonte: Agência Brasil

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