Campos - Quarta-feira - 14:45 - Transexual relata agressão de Guarda Municipal em hospital .Click na foto e veja a matéria completa

23 de maio de 2018 · Denny Cacciatore · Notícias em Geral

Um video da jovem Juliana Carvalho Freitas, viralizou nas redes sociais nesta terça (22), onde flagrou uma suposta agressão por parte de uma agente da Guarda Civil Municipal de Campos. A agressão ocorreu no Hospital Plantadores de Cana, no centro de Campos.

Segundo Juliana, sua mãe estaria passando mal e com um quadro de febre alta e por isso ela teria se dirigido ao hospital, para que ela fosse atendida. Devido a demora no atendimento, Juliana teria se manifestado no sentido de solicitar agilidade, para que sua mãe fosse atendida logo. No momento em que Juliana reclamou da demora no atendimento, a Guarda Municipal, identificada apenas como R., solicitou que ela sentasse e esperasse, que seria atendida, porém foram utilizados pronomes de tratamento referentes ao gênero masculino e ofensivos. Por se tratar de uma mulher trans, Juliana corrigiu para que sua mãe fosse atendida logo. No momento em que Juliana reclamou da demora no atendimento, a Guarda Municipal, identificada apenas como R., solicitou que ela sentasse e esperasse, que seria atendida, porém foram utilizados pronomes de tratamento referentes ao gênero masculino e ofensivos. Por se tratar de uma mulher trans, Juliana corrigiu a guarda e pediu que a mesma utilizasse o pronome de tratamento se referindo ao gênero feminino.

O pedido de Juliana tem embasamento na legislação do município, através do decreto nº 225/2017, que regulamenta o uso do nome social e do reconhecimento de identidade de gênero de travestis e transexuais, no âmbito da administração pública municipal.

A questão se agravou, quando além de se recusar a utilizar o tratamento solicitado, a guarda também aumentou o tom para que todos os presentes ouvissem e proferiu palavras preconceituosas, se negando a reconhecer a identidade de gênero declarada por Juliana. Na sequência, Juliana foi expulsa do local, e segundo relatou, sofreu agressões físicas por parte da agente, que chegaou a danificar seu aparelho celular e foi impedida de permanecer junto com a mãe. Além dos relatos, também foi gravado um vídeo que mostra parte da agressão.

O assunto movimentou as redes sociais e gerou indignação de diversos movimentos sociais da cidade, que publicaram notas de repúdio ao ocorrido. Entre as entidades que se manifestaram em solidariedade a Juliana, estão o Núcleo José do Patrocínio, o Coletivo Gaytacazes, o Movimento Unificado de Mulheres de Campos e o Coletivo Trans Goytacá.

Hísis Rangel, militante do Coletivo LGBTQI+ Gaytacazes e fundadora do Coletivo Trans Goytacá, comentou o caso: “Essa ação truculenta é um desrespeito ao decreto Nº 225/2017. Fora o constrangimento que a guarda municipal causou a Juliana desrespeitando a sua identidade de gênero. Não é a primeira vez que uma mulher trans é impedida de entrar em espaços públicos em função do gênero no qual se identifica”.

O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Fonte: Click Campos