Segunda-feira - 10:40 - Casal Garotinho deve ser interrogado no fórum de Campos. Click na foto e veja a matéria completa

04 de junho de 2018 · Denny Cacciatore · Notícias em Geral

Audiência estava marcada para acontecer no dia 18 de abril, mas foi remarcada porque o advogado do casal apresentou atestado alegando que estava com problema de saúde.

O juiz ainda afirmou que é clara a tentativa do casal em tentar adiar a audiência. O casal é acusado de integrar uma organização criminosa que extorquia e intimidava empresários que tinham contrato com a prefeitura de Campos na época que Rosinha era prefeita do município.

De acordo com a investigação, o dinheiro que era extorquido era usado em campanhas eleitorais tanto do casal Garotinho, quanto de aliados políticos. A operação foi batizada de Caixa D’Água, foi deflagrada em novembro do ano passado e chegou a levar Garotinho e Rosinha para a prisão.

Investigação

Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio, o presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues, negociou com Garotinho e com a JBS a doação de dinheiro oriundo de propina para a campanha do ex-governador ao governo do Rio, em 2014.

Após ser pressionado por Garotinho, Antonio Carlos pediu que a JBS conseguisse mais R$ 4 milhões para a campanha, ficando combinado, por fim, o pagamento de mais R$ 3 milhões, valor oriundo de propina, para selar apoio do PR ao PT e ao MDB.

Segundo o MP, o dinheiro ainda foi destinado a outra conduta ilícita, que era custear despesas do grupo político de Garotinho sem a devida declaração nem comprovação.

O inquérito que embasa a denúncia partiu da delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista e Ricardo Saud.

"Na ocasião, foi relatado que o referido grupo econômico doou cerca de R$ 3.000.000 para a campanha de Anthony Garotinho ao governo do estado do Rio de Janeiro em 2014, a título de 'caixa 2', dinheiro não contabilizado na prestação de contas eleitorais, valendo-se de um contrato de prestação de serviços celebrado com uma empresa indicada por aquele candidato, apenas para dar aparência de legalidade ao repasse de dinheiro", diz o documento.

 Fonte: Extra