Segunda-feira - 18:20 - Casal Garotinho mantém silêncio e diz ter direitos cerceados em audiência de interrogatório no fórum de Campos. Click na foto e veja a matéria completa
Ação eleitoral foi aberta a partir da operação Caixa D'Água, que prendeu os ex-governadores e mais seis pessoas em novembro de 2017.
Os ex-governadores do Rio Anthony Garotinho (PRP) e Rosinha Garotinho (Patriotas) mantiveram o silêncio e disseram ter seus direitos de defesa cerceados na audiência de interrogatório realizada nesta segunda-feira (4) no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Os políticos são réus na ação eleitoral aberta a partir da Operação Caixa D' Água, que prendeu os ex-governadores e mais seis pessoas em novembro de 2017.
Segundo a denúncia do Ministério Público, foram identificados elementos que apontam contratos fraudulentos para a prestação de serviços com a Prefeitura de Campos durante a gestão de Rosinha. Ainda de acordo com a denúncia, empresários eram coagidos a pagar propina ao governo municipal e o dinheiro era usado para bancar campanhas eleitorais.
À imprensa, na porta do fórum, Garotinho disse apenas que "quem não deve, não teme".
São oito réus ao todo. Em Campos, foram interrogados o casal Garotinho, dois ex-secretários da Prefeitura de Campos, um policial civil aposentado e um empresário. Os outros dois réus, o ex-ministro Antônio Carlos Rodrigues e o genro dele, vão participar do interrogatório por carta precatória.
O primeiro réu a ser interrogado pelo juiz Ralph Manhães foi Thiago Godoy, ex-subsecretário de Governo da Pref seguiram todos os trâmites pedidos pela Justiça Eleitoral.
O ex-secretário de Controle e Orçamento da Prefeitura de Campos, Suledil Bernardino, o terceiro interrogado, disse que as informações sobre a participação dele em um esquema criminoso são "inverídicas". Suledil afirmou ainda que sempre foi ético.
"Os pagamentos da Prefeitura feitos para empresas prestadoras de serviço seguiam critérios técnicos. Nenhuma empresa ou empresário tinha privilégios na ordem dos pagamentos", disse Suledil.
Rosinha, Garotinho, e o policial civil aposentado apontado pela denúncia como "braço armado do grupo" foram chamados pelo juiz, mas optaram por ficar em silêncio.
Garotinho afirmou que o advogado dele e de Rosinha não pôde estar presente por conta de uma cirurgia e que não acha justo ser defendido por advogados dativos escolhidos pela Justiça.
Essa é a fase final do processo. Após os réus serem ouvidos, a defesa e a acusação apresentarão as alegações finais e, em seguida, a Justiça decidirá a sentença de primeira instância. Durante as prisões, todos os réus negaram envolvimento em qualquer crime.
A audiência de interrogatório estava marcada para o dia 18 de abril e os ex-governadores chegaram a comparecer ao fórum de Campos, mas o interrogatório foi adiado.