TERÇA FEIRA - 13:25 - MÃE VENDE BEBÊ RECÉM-NASCIDO POR 70 REAIS E FORJA SEQUESTRO DO PRÓPRIO FILHO NO ESPÍRITO SANTO, DIZ POLÍCIA. Clique na foto abaixo e veja mais
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A mãe que acusou uma mulher de ter roubado o filho dela, em março deste ano, no Espírito Santo, forjou o sequestro. Na verdade, segundo a polícia, Waléria Soares da Silva, de 32 anos, entregou a criança a Andreia Eliane dos Santos, de 51 anos, em troca de benefícios. De acordo com o delegado responsável, Lorenzo Pazolini, Andreia também é suspeita de tentar comercializar outras crianças. As duas vão ser indiciadas.
Em março, Waléria procurou a polícia e contou à imprensa que ficou duas semanas longe do filho recém-nascido porque o bebê havia sido sequestrado.
Na época, ela disse que havia conhecido Andreia em um abrigo no Espírito Santo. Contou, ainda, que teria deixado o bebê com a conhecida para ir até a Bahia fazer o registro de nascimento e, quando voltou, não encontrou mais a criança.
Agora, o delegado explica que, em troca da criança, Waléria recebeu R$ 70 reais pra ajudar no retorno para a Bahia, além de roupas, calçados e um notebook.
“Nós passamos a investigar e conseguimos comprovar que na verdade essa criança foi entregue de maneira voluntária. Aquela versão era falsa. Na verdade, ela, mediante obtenção de algumas vantagens, entregou essa criança para uma terceira pessoa”, explicou Pazolini.
A mulher acusada de ficar com a criança, por sua vez, é suspeita de envolvimento com outros casos de compra de crianças.
Em dezembro do ano passado, para ficar com uma criança, ela se passou por sogra de uma gestante na maternidade. Mas, assim que o bebê nasceu, a mãe desistiu de entregar o bebê. A partir daí, funcionários do hospital perceberam que havia algo errado.
Outro caso foi em abril deste ano. Andreia se apresentou como Patrícia. Ela estava com um bebê buscando atendimento, mas a unidade de saúde desconfiou porque ela não tinha nem documentos nem qualquer exame pré natal da criança.
“Tudo indica que ela tente obter essas crianças de maneira ilícita. Se aproxima das mães em momento de fragilidade, e efetivamente tenta ficar com essas crianças. Tudo indica que ela repassa crianças para terceiros, que ela comercializa essas crianças, mas esse fato ainda está sendo apurado”, disse o delegado.
Para a polícia, Andréia pode ter envolvimento em outros casos parecidos. “Nós acreditamos, há grande possibilidade, que ela tenha outras vítimas na Grande Vitória”, disse.
De acordo com Pazolini, Waléria vai responder por ter entregue a criança e por denunciação caluniosa. Já Andreia está sendo procurada e deve responder por ter recebido o bebê.
Fonte: G1 Espírito Santo
RELEMBRE
Segunda Feira – 23:45 – Mulher é investigada por comprar e vender crianças na Grande Vitória. 
Um dos casos aconteceu em abril, quando uma mulher procurou a polícia para informar que o filho recém-nascido havia sido sequestrado
Uma mulher está sendo investigada pela polícia por suspeita de comprar e vender crianças na Grande Vitória. De acordo com as investigações da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Eliane dos Santos Ramos, de 50 anos, que se diz vendedora está envolvida em três casos registrados em menos de um ano.
Um deles aconteceu em abril. Uma mulher da Bahia procurou a polícia relatando que o filho recém-nascido havia sido sequestrado por Andrea, que ela havia conhecido em um abrigo da Prefeitura de Vila Velha.
Na época, a mãe da criança havia relatado que viveu um tempo no abrigo, quando peita de comprar e vender crianças na Grande Vitória. De acordo com as investigações da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Eliane dos Santos Ramos, de 50 anos, que se diz vendedora está envolvida em três casos registrados em menos de um ano.
Um deles aconteceu em abril. Uma mulher da Bahia procurou a polícia relatando que o filho recém-nascido havia sido sequestrado por Andrea, que ela havia conhecido em um abrigo da Prefeitura de Vila Velha.
Na época, a mãe da criança havia relatado que viveu um tempo no abrigo, quando estava grávida, e que a suspeita havia oferecido ajuda para ela. Ela alega que, logo após o nascimento do bebê, precisou voltar para a Bahia, para pegar alguns documentos, e, quando voltou, a criança havia sido sequestrada. O bebê foi encontrado, dias depois, em Campo Grande, Cariacica.

A Polícia Civil abriu investigação sobre o caso e, durante a apuração, descobriu que, na verdade, a mãe da criança a entregou à suspeita de maneira voluntária e que, em troca, receberia alguns benefícios.
“A mãe dessa criança nos procurou, de forma bastante desesperada, relatando que essa criança teria sido sequestrada por uma pessoa aqui da Grande Vitória. A partir daí então, nós passamos a investigar, instauramos o inquérito policial e conseguimos comprovar que, na verdade, essa criança foi entregue de maneira voluntária, ou seja, aquela versão que inicialmente foi apresentada pela mãe da criança é uma versão falsa, uma versão que não se confirmou. Na verdade, ela, mediante a obtenção de algumas vantagens, entregou essa criança para uma terceira pessoa, que não tinha nenhum tipo de vínculo com a mãe nem com a criança, mas que se aproximou dela em um abrigo da Prefeitura Municipal de Vila Velha, levou-a para sua residência e efetivamente ficou com essa criança, de maneira irregular e criminosa”, ressaltou o titular da DPCA, delegado Lorenzo Pazolini.
As investigações também levaram a polícia a descobrir outros dois casos com o envolvimento de Andrea. Um deles aconteceu em dezembro do ano passado, quando ela teria se passado por sogra de uma mulher grávida na maternidade de Cobilândia, em Vila Velha.
O outro aconteceu logo depois da falsa denúncia de sequestro, em abril deste ano. Segundo as investigações, a mulher inventou um nome falso, Patrícia, e apareceu no bairro com um menino recém-nascido, dizendo ser filho dela.
A suspeita chegou a prestar depoimento, mas depois sumiu. Desde o início das investigações, a polícia descobriu quatro endereços diferentes dela. Segundo Lorenzo Pazolini, Andrea será indiciada por falsificação de documento público e por infringir o artigo 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que fala sobre comprar e vender crianças. As mães dos bebês também responderão criminalmente, segundo o delegado.
Folha Vitória
