Quarta Feira - 21:15 - Com 469 casos, Itaocara lidera notificações de chikungunya e dengue na região. Clique na foto abaixo e veja mais

27 de junho de 2018 · JVM · Notícias em Geral

No Norte, São Fidélis vem logo atrás da maior cidade do interior fluminense, com mais de 600 casos notificados

A cada 50 moradores de Itaocara, pelo menos um teria contraído chicungunha ou dengue neste ano. O município lidera as notificações na região Noroeste Fluminense e ocupa a quarta posição no interior do estado, atrás apenas de São Fidélis, Saquarema e Campos dos Goytacazes.


    Até esta terça-feira (26), o município havia notificado 469 casos de arboviroses (dengue, chicungunha ou zika), segundo o último informe epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde de Itaocara. Desse total, 147 deram positivos para chicungunha, dois para dengue e 127 ainda aguardam os resultados. Os demais (193) não constataram arboviroses.


    De acordo com dados do portal Info Dengue, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação Getúlio Vargas (FVG), até a semana passada Itaocara liderava os casos notificados de chicungunha e dengue no Noroeste Fluminense. No interior do estado, o município só ficou atrás de São Fidélis, com 646 casos, Saquarema, com 754 casos, e Campos dos Goytacazes, com 1.702 casos. Itaocara e São Fidélis continuam em alerta vermelho para a epidemia da doença, apesar da queda de notificações nas últimas semanas.


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No Norte, São Fidélis vem logo atrás da maior cidade do interior fluminense, com mais de 600 casos notificados

A cada 50 moradores de Itaocara, pelo menos um teria contraído chicungunha ou dengue neste ano. O município lidera as notificações na região Noroeste Fluminense e ocupa a quarta posição no interior do estado, atrás apenas de São Fidélis, Saquarema e Campos dos Goytacazes.


    Até esta terça-feira (26), o município havia notificado 469 casos de arboviroses (dengue, chicungunha ou zika), segundo o último informe epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde de Itaocara. Desse total, 147 deram positivos para chicungunha, dois para dengue e 127 ainda aguardam os resultados. Os demais (193) não constataram arboviroses.


    De acordo com dados do portal Info Dengue, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação Getúlio Vargas (FVG), até a semana passada Itaocara liderava os casos notificados de chicungunha e dengue no Noroeste Fluminense. No interior do estado, o município só ficou atrás de São Fidélis, com 646 casos, Saquarema, com 754 casos, e Campos dos Goytacazes, com 1.702 casos. Itaocara e São Fidélis continuam em alerta vermelho para a epidemia da doença, apesar da queda de notificações nas últimas semanas.


   Aperibé também está em situação de epidemia. O município, segundo a Fiocruz, possui 77 casos notificados de chicungunha e 23 casos notificados de dengue. Santo Antônio de Pádua deixou a situação de epidemia, mas acumula no ano 247 notificações das duas arboviroses.


Epidemia no outono


    As temperaturas ainda altas durante o outono e as chuvas acima da média no final do verão favoreceram a epidemia de chicungunha entre os meses de março e junho. As combinações de chuva e calor são ideais para a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, chicungunha e zika nas áreas urbanas.


   Mesmo em período com pouca chuva, o vetor das arboviroses consegue se reproduzir. Os ovos sobrevivem por vários meses sem água, à espera apenas de uma pancada de chuva mais forte para poderem eclodir e concluir a fase larval, que dura cerca de sete dias.


    Por isso, o combate aos focos deve ocorrer durante todo o ano, e não apenas no verão. A dica é por areia nos pratos de vasos de planta, lavar frequentemente com cloro os bebedouros de animais domésticos, evitar deixar lixo em quintais ou recipientes que possam acumular água da chuva e tampar bem as caixas d’água.


   O Aedes aegypti não costuma preferir bromélias, mas todo cuidado é pouco. Neste caso a dica é manter a bromélia em vaso e eliminar a água do "copo" da planta após a rega. A borra do pó de café em bromélias também evita a proliferação dos mosquitos.


   Para gestantes, idosos e crianças, mais suscetíveis às viroses, cuidados extras como o uso de repelentes são essenciais. A fiscalização da vizinhança também é fundamental. Em Itaocara, os moradores podem solicitar a Vigilância Ambiental pelo telefone (22) 981791635.
Chicungunha, dengue e zika


   O nome difícil, originalmente "chikungunya", e que depois foi aportuguesado "chicungunha", vem de um idioma da Tanzânia, na África, e quer dizer "pessoa que se curva". A virose provoca fortes dores articulares por todo o corpo, inclusive na coluna cervical, impedindo que o paciente consiga andar ereto, daí o nome.

A chicungunha, a zika e a dengue têm sintomas parecidos, mas também possuem algumas peculiaridades. Tanto a dengue quanto a chicungunha começam de repente, com febre acima de 39°C. Há dores no corpo, mas enquanto que na dengue as dores musculares são mais intensas, na chicungunha as dores articulares dominam o quadro. Nas duas viroses o paciente sente fotofobia (intolerância à luz) e dor atrás dos olhos. Pode haver também manchas na pele, diarreia. Na chicungunha também é comum inchaço nas articulações e aumento dos gânglios nas axilas e pescoço..

O paciente com dengue tem maior chance de desenvolver o quadro hemorrágico, principalmente se houver fator de risco. Na febre chicungunha a taxa de mortalidade é menor, inferior a 1% dos contaminados.

   Por outro lado, a zika normalmente é caracterizada por febre baixa e dores moderadas no corpo e na cabeça. Há presença de manchas pelo corpo e coceira. A maior preocupação da zika é a quando o vírus atinge as gestantes, provocando a microcefalia dos bebês.
   É importante que o paciente que apresenta tais sintomas busque por atendimento médico e jamais se automedique sem a orientação de um profissional da saúde. Também é importante que o paciente beba bastante água e soro caseiro (1 litro de água, 3,5g sal e 20g de açúcar) para evitar a desidratação e reduzir os riscos de hemorragias.
Folha Itaocara