Domingo - 9:50 - PSDB discute descriminalização das drogas. Click na foto e veja a matéria completa

29 de julho de 2018 · Denny Cacciatore · Notícias em Geral

A descriminalização das drogas é um tema que divide os tucanos

Coordenador do capítulo de saúde do programa de governo do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência, o médico infectologista David Uip incluiu a descriminalização das drogas entre as possíveis propostas a serem apresentadas ao tucano.Filiado ao PSDB e ex-secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Uip é cuidadoso ao tratar do tema, mas admitiu que a ideia entrou no radar de sua equipe. "Dentro do grupo do plano de governo há uma proposta de aceitar isso. Estamos discutindo internamente. Quando eu me sentir confortável, vou apresentar para o governador. Estamos na fase de aprofundar o programa", afirmou Uip ao Estado.

O médico reconhece que esse é uma tema polêmico dentro do PSDB e entre os partidos que formam a coligação que apoia Alckmin. "É por isso que temos todo esse cuidado. Estou fazendo o levantamento extenso de toda a literatura sobre o tema: onde deu certo, onde não deu e quais são os limites. É um assunto extremamente polêmico. Quando chegarmos a um consenso entre nós, vamos levar ao candidato. Quem vai ser eleito é ele. A decisão final é do Alckmin", afirmou Uip.

A proposta ainda não estará entre as diretrizes gerais do programa que serão apresentadas na convenção do PSDB no próximo domingo, em Brasília. A descriminalização das drogas é um tema que divide os tucanos. Alckmin faz parte do grupo que resiste à ideia e costuma dizer que não conhece um lugar onde tenha sido provado que a experiência deu certo.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um entusiasta da proposta e faz campanha por ela. FHC considera que o assunto deve ser tratado pela perspectiva da saúde pública, com redução de danos, sem criminalizar o usuário.

Redução de danos

A proposta de redução de danos no tratamento de dependentes também está no radar de Uip. "Tenho muita experiência nisso. Eu trabalho com binômio das doenças sexualmente transmissíveis, especialmente aids, as hepatites e o uso de drogas. É uma questão extremament lo Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência, o médico infectologista David Uip incluiu a descriminalização das drogas entre as possíveis propostas a serem apresentadas ao tucano.Filiado ao PSDB e ex-secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Uip é cuidadoso ao tratar do tema, mas admitiu que a ideia entrou no radar de sua equipe. "Dentro do grupo do plano de governo há uma proposta de aceitar isso. Estamos discutindo internamente. Quando eu me sentir confortável, vou apresentar para o governador. Estamos na fase de aprofundar o programa", afirmou Uip ao Estado.

O médico reconhece que esse é uma tema polêmico dentro do PSDB e entre os partidos que formam a coligação que apoia Alckmin. "É por isso que temos todo esse cuidado. Estou fazendo o levantamento extenso de toda a literatura sobre o tema: onde deu certo, onde não deu e quais são os limites. É um assunto extremamente polêmico. Quando chegarmos a um consenso entre nós, vamos levar ao candidato. Quem vai ser eleito é ele. A decisão final é do Alckmin", afirmou Uip.

A proposta ainda não estará entre as diretrizes gerais do programa que serão apresentadas na convenção do PSDB no próximo domingo, em Brasília. A descriminalização das drogas é um tema que divide os tucanos. Alckmin faz parte do grupo que resiste à ideia e costuma dizer que não conhece um lugar onde tenha sido provado que a experiência deu certo.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um entusiasta da proposta e faz campanha por ela. FHC considera que o assunto deve ser tratado pela perspectiva da saúde pública, com redução de danos, sem criminalizar o usuário.

Redução de danos

A proposta de redução de danos no tratamento de dependentes também está no radar de Uip. "Tenho muita experiência nisso. Eu trabalho com binômio das doenças sexualmente transmissíveis, especialmente aids, as hepatites e o uso de drogas. É uma questão extremamente delicada e difícil. É um desafio", afirmou o infectologista.

Adotada em vários países da Europa, a estratégia da redução de danos é um contraponto à política de abstinência total. O objetivo desses programas é diminuir os danos à saúde e oferecer kits seguros para reduzir a transmissão, entre dependentes, de doenças como leptospirose, tuberculose, hepatite B, hepatite C e aids.

Fonte: Notícias ao Minuto