Sexta-feira - 11:50 - Policial que abriu fogo na BR-070 e feriu menino é demitido da PC. Click na foto e veja a matéria completa

24 de agosto de 2018 · Denny Cacciatore · Notícias em Geral

Um ano e sete meses depois de disparar três tiros contra uma família, o policial civil Sílvio Moreira Rosa foi demitido da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Em janeiro de 2017, o agente policial de custódia baleou Luís Guilherme, à época com seis anos. O crime ocorreu na BR-070, na altura de Águas Lindas (GO), no Entorno do DF.

A demissão, assinada pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) dia 13 de agosto deste ano. O caso do policial era investigado pela corregedoria da corporação.


DODF/Reprodução
DODF/Reprodução


Demissão foi publicada no Diário Oficial do DF

 

O Metrópoles noticiou que, até o começo deste ano, Silvio Rosa vivia uma rotina normal, permanecia nos quadros da corporação, recebendo salário de aproximadamente R$ 14 mil.  Após passar pouco mais de oito meses detido em Goiânia (GO), conseguiu habeas corpus em setembro de 2017. Até fevereiro deste ano,  estava lotado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

Segundo o Portal da Transparência do DF, o policial indiciado por tripla tentativa de homicídio recebeu R$ 14.389,13 em outubro; e R$ 13.998,37 em novembro e dezembro de 2017. Apesar de atentar contra a vida de Luís Guilherme e ter olicial de custódia baleou Luís Guilherme, à época com seis anos. O crime ocorreu na BR-070, na altura de Águas Lindas (GO), no Entorno do DF.

A demissão, assinada pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) dia 13 de agosto deste ano. O caso do policial era investigado pela corregedoria da corporação.


DODF/Reprodução
DODF/Reprodução


Demissão foi publicada no Diário Oficial do DF

 

O Metrópoles noticiou que, até o começo deste ano, Silvio Rosa vivia uma rotina normal, permanecia nos quadros da corporação, recebendo salário de aproximadamente R$ 14 mil.  Após passar pouco mais de oito meses detido em Goiânia (GO), conseguiu habeas corpus em setembro de 2017. Até fevereiro deste ano,  estava lotado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

Segundo o Portal da Transparência do DF, o policial indiciado por tripla tentativa de homicídio recebeu R$ 14.389,13 em outubro; e R$ 13.998,37 em novembro e dezembro de 2017. Apesar de atentar contra a vida de Luís Guilherme e ter histórico de violência.

Na época do crime, o servidor de 54 anos, respondia a ocorrências registradas na Polícia Civil do Distrito Federal por vias de fato (briga), ameaça, lesão corporal, injúria e até um crime sexual. Todos os casos ocorreram entre 2005 e 2015.

O crime
Na manhã do dia 6 de janeiro de 2017, ele se envolveu em mais um episódio violento que, por pouco, não terminou em tragédia. A família de Luís Guilherme e o policial estavam parados em um congestionamento que se formou na BR-070 por conta de reparos na via. O agente policial de custódia, que estava prestes a se aposentar, se irritou com o pai do garoto, que teria cortado a fila de veículos parados.

Sílvio Moreira Rosa sacou a pistola e abriu fogo contra o carro onde estava a família. Um dos três disparos atravessou a cadeirinha, entrou pelas costas e se alojou no pulmão de Luís Guilherme.

Na ocasião, a mãe do garoto, Paula Caxias, disse que ela, o marido e o filho estavam atrás do veículo ocupado pelo policial. Em determinado momento, Sílvio teria começado a brecar o carro, como provocação. “Parece que queria que a gente batesse nele”, explicou.

Preocupada, ela pediu ao marido que passasse à frente do policial assim que possível: “Depois que ultrapassamos, ele emparelhou na contramão e ficou lado a lado conosco. Mas não conseguiu passar porque vinha um carro no outro sentido. Então, ficou colado na nossa traseira, como se fosse bater”, disse. A mãe ressaltou que, nessa hora, falou para o marido acelerar. “Comecei a ouvir tiros…. muitos tiros”, contou.

Fonte: Metrópoles