Domingo - 10:10 - Número de diabéticos no Brasil deve dobrar nos próximos 30 anos. Click na foto e veja a matéria completa

02 de setembro de 2018 · Denny Cacciatore · Notícias em Geral

Maior desafio da doença é o controle glicêmico, realizado por apenas 9% dos adultos, segundo pesquisa; mais de 13 milhões de brasileiros têm diabetes

Controlar a taxa de glicemia é a maior dificuldade para quem vive com diabetes no Brasil. Mais de 13 milhões de brasileiros entre 20 e 79 anos sofrem com o diabetes.

O dado é da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), que estima que até 2045 a doença afete 24 milhões de pessoas, e a maior parte dos pacientes não vai conseguir controlar a doença.

Existem dois tipos de diabetes. O tipo 1, de origem genética, que começa a se manifestar na infância ou na adolescência; e o tipo 2, que pode ser desenvolvida na fase adulta e é influenciada pelo estilo de vida da pessoa. Neste caso, hábitos como tabagismo, sedentarismo e má alimentação contribuem para o surgimento da doença.

Um estudo feito por pesquisadores das universidades federais do Rio Grande do Sul, Amazonas, Pará e São Paulo em 28 centros de saúde pública de 20 cidades brasileiras, concluiu que apenas 23% das crianças e dos adolescentes e 9% dos adultos com diabetes conseguem o controlar o índice de glicemia e, desta forma, controlar a doença.

O estudo também apontou que a dificuldade de controle é maior na região Norte do país, seguida da região Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Para a endocrinologista Denise Franco, diretora da ADJ (Associação Diabetes Brasil), os números mostram a relação entre a dificuldade de controlar o diabetes e a qualidade dos serviços públicos de saúde.

A especialista explica que o SUS oferece tratamento para o diabetes, mas nem sempre as unidades de saúde têm médico disponível e é comum que falte medicação. “Em uma região do país, o controle pode ser mais fácil porque lá o paciente tem acesso a 200 fitas por mês, mas em outra região, essas fitas podem estar em falta e sem elas, o pac nação de um adulto com diabetes é de US$ 845 (equivalente a R$ 3.434), ou 19% maior do que a internação de um paciente sem a doença.

A endocrinologista explica a diferença usando um caso de infarto como exemplo. “Quando acontece um infarto, não é só ir para o hospital. São dias de terapia intensiva, são procedimentos cirúrgicos e outros tratamentos. Se poderia ser uma internação de 3 ou 4 dias, no paciente com diabetes, o risco de complicar e precisar de mais tempo no hospital é maior”.

Fonte: Folha Vitória