Domingo - 18:35 - Gastos da Saúde pressionam governo. O que os presidenciáveis propõem? Clique na foto abaixo e veja mais
Brasil, Salvador, BA. 04/10/2011. Pacientes aguardam atendimento médico no Hospital Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador, na Bahia. Os hospitais filantrópicos da capital baiana estavam sem receber a verba do SUS (Sistema Único de Saúde) havia quase 4 meses, impossibilitando um bom atendimento ao cidadão. - Crédito:Raul Spinassé/AGÊNCIA A TARDE/AE/Codigo imagem:97171
Orçamento da área foi reduzido e congelado no momento em que a pressão pelos serviços do SUS aumenta
A Saúde tem potencial para se transformar numa fonte de graves problemas e de desgaste para o próximo presidente. Por causa das mudanças nas regras de reajuste de gastos do governo federal, o orçamento da área foi reduzido e congelado no momento em que a pressão pelos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) aumenta. Desde 2014, pelo menos 3 milhões de pessoas deixaram de ter planos de saúde por causa da crise econômica. Sem assistência suplementar, esse grupo que pouco usava o SUS passou a depender dele.
“Será menos dinheiro para atender mais gente”, resume o presidente do Conselho dos Secretários Estaduais de Saúde, Rafael Vilela. E aumento da demanda não deve ser efêmero. “Muitas das pessoas que saíram dos planos não querem ou não terão condições de voltar.”
O dinheiro curto pode afetar ainda a capacidade de resposta, num momento em que a população envelhece, a pressão pela incorporação de novas tecnologias aumenta e que capacidade de planejamento se esgota.
“O aumento de custos é natural. Antes, quando alguém aparecia com dor de cabeça, o médico prescrevia analgésico. Hoje é encaminhado à tomografia. Muito câncer é curável. Mas tratá-los custa”, diz o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Pelotas, Cesar Victora.
Média global de gastos
O candidato Jair Bolsonaro (PSL) não respondeu ao questionamento da reportagem.
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