Terça-feira - 15:45 - PMs são presos acusados de integrar esquema de transporte pirata. Click na foto e veja a matéria completa

04 de setembro de 2018 · Denny Cacciatore · Notícias em Geral

Cinco mandados de prisão temporária foram cumpridos pela Corregedoria da Polícia Militar, que iniciou a investigação em março do ano passado

Cinco policiais militares foram detidos, na manhã desta terça-feira (4/9). Eles são acusados de fazer parte de um esquema de exploração e favorecimento do transporte irregular no Distrito Federal. A Corregedoria-Geral da PM cumpriu os mandados de prisão temporária após investigação iniciada pelo próprio órgão de correição em março de 2017.

O inquérito está em fase conclusiva. Um dos militares detidos seria do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da corporação. Segundo as investigações, os PMs passavam informações privilegiadas aos donos de transporte irregular e, algumas vezes, deixavam de fiscalizar e reprimir os motoristas que conduzem as vans piratas pelas ruas do Distrito Federal. Em troca, receberiam vantagem financeira.

A Polícia Civil também apura o envolvimento de outras 15 pessoas no esquema criminoso. Um major, três sargentos e um soldado foram encaminhados à Papudinha, ala que abriga policiais presos no Complexo Penitenciário da Papuda. Eles podem responder por concussão, crime praticado por funcionário público. Se condenados, podem pegar de dois a oito anos de cadeia.

Questionada, a Polícia Militar informou que não pode se pronunciar pois a investigação é sigilosa e está em andamento.

“Piratas do Asfalto”

Há dois anos, o Metrópoles acompanha a participação de militares e outros servidores públicos no esquema de pirataria. O setor paralelo conta com mais de 10 mil veículos, que movimentam R$ 3 milhões por dia.

Com a ajuda dos PMs, os motoristas de tra es.

Denúncias feitas à reportagem por militares apontam o envolvimento de colegas que atuam em Ceilândia, ponto de alta concentração de transporte irregular. Um dos acusados, inclusive, receberia R$ 1 mil de cada veículo ilegal para garantir  “proteção” avisando de barreiras policiais ou fazendo “vista grossa”.

Fonte: Metropoles