Segunda-feira - 14:40 - Nasa firma parceria com a prefeitura do Rio para a prevenção de deslizamentos. Click na foto e veja a matéria completa
Uma tecnologia desenvolvida pela Nasa para auxiliar no monitoramento a curto prazo de desmoronamentos será testada no Centro de Operações a partir de novembro. Na ferramenta da agência americana, dados em escala global de suscetibilidade de deslizamentos e volume de chuva adquiridos via satélite são cruzados e atualizados a cada quatro horas.
Hoje, o Rio não conta com um modelo matemático de prevenção que monitora o risco de deslizamentos de terra. Para emitir alertas ou acionar sirenes, o Alerta Rio se baseia em critérios baseados em acúmulo de chuva de macrorregiões do município. Através de mapas de calor, o programa da Nasa vai monitorar os riscos com maior precisão geográfica, possibilitando maior antecipação e eficácia nas medidas de prevenção de desastres.
Na cidade, o sistema funcionará numa escala municipal e mais detalhada. A adaptação, desenvolvida pelo Instituto Pereira Passos, usa como base o mapeamento de zonas de risco de 2010 da GEO-Rio. Em funcionamento, as atualizações acontecerão mais rápidas que a versão original: em até 15 minutos. Será possível, ainda, consultar um histórico de riscos de catástrofes do tipo no perímetro, possibilitando análises mais profundas.
Responsável pela parceria inédita da agência americana com um município, a cientista Dalia Kirschbaum conta que a ideia surgiu durante uma conversa informal com outro pesquisador que realizava pesquisas em Brasília. Após três anos de trabalho conjunto com as entidades brasileiras, ela não esconde o contentamento de ver o projeto em prática:
— Queríamos testar nosso produto em uma escala menor para desenvolvermos melhor as ferramentas de resiliência. Caso a experiência com o Rio funcione, gostaríamos de levá-lo para outras cidades — explica. Em visita ao COR, ela comentou ainda que uma cidade na Colômbia, inclusive, demonstrou interesse na ferramenta. Em Chicago, um modelo parecido já está em funcionamento.
Tão surpreendente quanto o avanço da cidade na prevenção de catástrofes é o quanto isso vai custar aos cofres públicos: nada. Os dados que possibilitarão um avanço nos estudos da área de Ciências da terra da Nasa serão a moeda de troca.
— Será uma troca mútua de conhecimento — definiu a pesquisadora.
Segundo Ricardo Dorsi, coordenador do Alerta Rio, cidades como Petrópolis ou Niterói, que também sofrem com temporais, poderiam adotar o modelo da Nasa com baixo custo, desde que disponibilizem para a agência os dados dos pluviomêtros e do mapeamento de risco.
— Temos que olhar além do município do Rio — afirma ele.
Além também vão os planos da agência espacial americana para a cidade. No futuro, poderão ser implementadas também ferramentas ligadas a mudanças naturais e monitoramento ambiental. Para 2022, Dalia acredita que haverá no espaço um satélite voltado exclusivamente para o acompanhamento da qualidade da água e ações a partir de novembro. Na ferramenta da agência americana, dados em escala global de suscetibilidade de deslizamentos e volume de chuva adquiridos via satélite são cruzados e atualizados a cada quatro horas.
Hoje, o Rio não conta com um modelo matemático de prevenção que monitora o risco de deslizamentos de terra. Para emitir alertas ou acionar sirenes, o Alerta Rio se baseia em critérios baseados em acúmulo de chuva de macrorregiões do município. Através de mapas de calor, o programa da Nasa vai monitorar os riscos com maior precisão geográfica, possibilitando maior antecipação e eficácia nas medidas de prevenção de desastres.
Na cidade, o sistema funcionará numa escala municipal e mais detalhada. A adaptação, desenvolvida pelo Instituto Pereira Passos, usa como base o mapeamento de zonas de risco de 2010 da GEO-Rio. Em funcionamento, as atualizações acontecerão mais rápidas que a versão original: em até 15 minutos. Será possível, ainda, consultar um histórico de riscos de catástrofes do tipo no perímetro, possibilitando análises mais profundas.
Responsável pela parceria inédita da agência americana com um município, a cientista Dalia Kirschbaum conta que a ideia surgiu durante uma conversa informal com outro pesquisador que realizava pesquisas em Brasília. Após três anos de trabalho conjunto com as entidades brasileiras, ela não esconde o contentamento de ver o projeto em prática:
— Queríamos testar nosso produto em uma escala menor para desenvolvermos melhor as ferramentas de resiliência. Caso a experiência com o Rio funcione, gostaríamos de levá-lo para outras cidades — explica. Em visita ao COR, ela comentou ainda que uma cidade na Colômbia, inclusive, demonstrou interesse na ferramenta. Em Chicago, um modelo parecido já está em funcionamento.
Tão surpreendente quanto o avanço da cidade na prevenção de catástrofes é o quanto isso vai custar aos cofres públicos: nada. Os dados que possibilitarão um avanço nos estudos da área de Ciências da terra da Nasa serão a moeda de troca.
— Será uma troca mútua de conhecimento — definiu a pesquisadora.
Segundo Ricardo Dorsi, coordenador do Alerta Rio, cidades como Petrópolis ou Niterói, que também sofrem com temporais, poderiam adotar o modelo da Nasa com baixo custo, desde que disponibilizem para a agência os dados dos pluviomêtros e do mapeamento de risco.
— Temos que olhar além do município do Rio — afirma ele.
Além também vão os planos da agência espacial americana para a cidade. No futuro, poderão ser implementadas também ferramentas ligadas a mudanças naturais e monitoramento ambiental. Para 2022, Dalia acredita que haverá no espaço um satélite voltado exclusivamente para o acompanhamento da qualidade da água e do ar — e esse sistema poderá ser integrado ao que funcionará no Rio.
Fonte: Extra online