Além disso, o médico de 63 anos defende a compreensão cristã de homens e mulheres como iguais em dignidade diante de Deus. Ele usa um botton em seu jaleco que diz: “Pare de estuprar nossos maiores recursos. Poder às mulheres e meninas da República Democrática do Congo”.

“Cabe a nós, herdeiros de Martinho Lutero, através da Palavra de Deus, exorcizar todos os demônios machistas que possuem o mundo, para que as mulheres vítimas da barbárie masculina possam experimentar o reino de Deus em suas vidas”, disse Mukwege.

Grupos cristãos uniram-se ao lado da cruzada de Mukwege contra a violência sexual e de gênero no Congo, onde a violência ameaça a população há décadas, com registros de que 3,9 milhões foram mortos e mais de 40 mil foram estupradas na década desde que os combates começaram em 1996.

“O incrível trabalho do Dr. Mukwege com sobreviventes de violência sexual e de gênero na República Democrática do Congo me inspira, e muitos de nós”, disse Rick Santos, presidente e CEO da organização cristã sem fins lucrativos IMA World Health, em um comunicado na sexta-feira. “Estamos honrados em chamar a ele e ao Hospital Panzi de parceiros no esforço para erradicar a violência sexual em um lugar onde ela é tão difundida”.

O estupro violento deixou milhares de mulheres congolesas com consequências físicas de longo prazo, incluindo a fístula, que leva à incontinência e à infecção, bem como lesões que complicam o parto.

Outrora o único médico da província a tratar essas mulheres, ele se ntegração em sua comunidade.

Mukwege desafiou companheiros cristãos a considerar “a credibilidade do Evangelho no século 21, para liberar a graça que recebemos ao fazer da igreja uma luz que ainda brilha neste mundo de trevas através de nossas lutas por justiça, verdade, lei, liberdade; em suma, a dignidade do homem e da mulher”.

Fonte: gospelmais