Rio de Janeiro - Sexta-feira - 15:55 - Justiça manda Exército investigar acusações de tortura na Vila Militar. Clique na imagem para mais informações
Presos durante uma operação do Exército no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, em 20 de agosto, denunciaram à Justiça e à Defensoria Pública que foram vítimas de uma sessão de tortura dentro de um quartel, na Zona Oeste. Na ocasião, oito homens — entre eles, um adolescente de 16 anos — foram detidos com armas e drogas pelos militares e levados para a 1ª Divisão de Exército, na Vila Militar. Quatro deles afirmaram, em depoimentos prestados em três ocasiões diferentes, que foram espancados com pedaços de madeira e levaram chicotadas com fios elétricos dentro de uma “sala vermelha” no quartel. Todos os oito relataram ter sido agredidos por militares após a ="https://extra.globo.com/incoming/23186439-3a4-c4a/w448/xrasgadinho-1.png.pagespeed.ic.Gt9xDircXP.jpg" alt="" />
O que fala o Exército
Procurado, o CML afirmou, em nota, que “não compactua com quaisquer ações que não estejam dentro do ordenamento jurídico” e disse que “os militares que participaram da prisão não cometeram qualquer irregularidade ou ilícito penal durante a ocorrência”. O órgão também confirmou que foi notificado pela Justiça sobre “supostas ocorrências de irregularidades e abusos”. No entanto, afirmou que “nenhum Inquérito Policial Militar foi instaurado”.
O EXTRA, então, perguntou por que o caso não seria investigado. O CML respondeu que “os ofícios remetidos pela Justiça foram respondidos” e que “seria inadequada a instauração de um IPM para investigar alegações que não apresentem suporte probatório mínimo de verossimilhança”.
Fonte: Extra.