Segunda-feira - 16:55 - Cidade que deu 73% dos votos a Jair Bolsonaro perderá 75% dos médicos, que são cubanos. Clique na imagem e saiba mais
Com a retirada de Cuba do programa “Mais Médicos”, a cidade de Ponta Grossa, no Paraná, pode perder até 75% dos médicos nos próximos dias. Isso porque cerca de 60 dos 80 profissionais da cidade são cubanos. O assunto tomou conta das redes sociais e alcançou os assuntos mais comentados do Twitter.
O motivo? O prefeito da cidade Marcelo Rangel (PSDB), que se mostrou indignado com a retirada dos médicos, apoiou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), quando ainda era candidato à Presidência da República. Segundo o governo cubano, as exigências do futuro presidente brasileiro são os motivos da retirada do país do programa. Na cidade, Bolsonaro obteve 73,7% dos votos no segundo turno.
O desentendimento entre Jair Bolsonaro e o governo de Cuba pode representar uma baixa de 458 profissionais cubanos no Paraná, que atuam em 187 das 399 cidades paranaenses.
Segundo Marcelo Rangel, a população da cidade deve enfrentar problemas. “A situação vai ficar muito complicada. Haverá muitas filas. Faremos um remanejamento na medida do possível, mas não há profissionais suficientes para substituir”, disse o prefeito em coletiva.
Retirada de Cuba
O governo de Cuba informou nessa quarta-feira (14) que deixará de fazer parte do programa Mais Médicos. A justificati ar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos”, publicou.
Para as autoridades cubanas, o governo eleito questiona a preparação dos médicos ao exigir que eles se submetam à revalidação do título para serem contratados. Em documento enviado pelo Ministério da Saúde de Cuba, as autoridades cubanas ressaltam que o acordo do Mais Médicos foi ratificado em 2016. No comunicado, afirmam que questionar a capacidade dos profissionais do país é indigno. “Não é aceitável questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos.”
No período eleitoral, Jair Bolsonaro disse que pretendia manter o programa, mas sem viés ideológico e comprovando capacidade técnica para o trabalho a ser desempenhado. Segundo ele, o conceito do programa social vai além da questão de saúde.
Fonte: G1.