Vila Velha - Quarta-feira - 17:35 - Oficial de Justiça atira contra ônibus escolar na porta do colégio. Clique na imagem para mais informações

21 de novembro de 2018 · Adilson Ribeiro · Notícias em Geral

Tiros levaram a confusão e pânico na porta de uma escola, em São Conrado, Vila Velha, na tarde de ontem. Um oficial de Justiça atirou contra um ônibus escolar e o motorista do veículo.

Segundo o motorista, de 40 anos, que não quis se identificar, o desentendimento entre ele e o atirador começou no trânsito, quando, a caminho da escola, no horário de saída dos alunos, a vítima teria tentado fazer uma ultrapassagem permitida. O ônibus escolar, que atende à rede pública, estava sem passageiros.

“Eu estava na pista da direita, vi um caminhão com o pisca alerta ligado e fui ultrapassá-lo. O caminhão estava na pista da esquerda. Quando o oficial de Justiça me viu acelerar, acelerou o carro dele também, emparelhando com o ônibus.”

O motorista do coletivo contou que, após a tentativa de passar o caminhão, o oficial, que estava em um Renault Duster prata, seguiu o ônibus até a porta da escola pública.

“Ele estava muito nervoso. Chegando à escola, ele desceu com uma arma na mão e atirou em duas rodas do ônibus. Depois, enquanto voltava para o carro dele, atirou contra mim”, relatou a vítima, que não ficou ferida.

De acordo com o diretor da escola, que preferiu não se identificar, as crianças tinham sido li do para dentro da escola com os filhos.

“Eu ouvi os disparos. Por ver todos correndo para dentro da escola e o ônibus parado na porta, fui ver do que se tratava. Quando cheguei perto do ônibus, vi esse homem com a arma na mão. Pedi que ele tivesse calma e não fizesse nenhuma bobagem. Mas ele atirou novamente.”

O diretor destacou que as crianças que estudam no período da tarde têm entre 6 e 12 anos. “Foi assustador. Eu fiquei apavorado, mas tive que tentar acalmar as crianças”.

Ele disse ainda que o motorista faz essa rota há 2 anos e nunca teve problemas.

Já a vítima, que é do Acre e mora há 14 anos no Estado, disse não acreditar no que aconteceu. “Eu não fiz nada que pudesse prejudicar ele. Agora me sinto inseguro. Ele é um oficial de Justiça, representa a lei, e fez isso. Em quem confiar?”, questionou.

Por nota, a PM confirmou que o acusado é oficial de Justiça, mas o nome dele não foi divulgado. Ele foi detido e encaminhado para a 2ª Delegacia Regional de Vila Velha.

Fonte: Tribuna Online.