Rio de Janeiro - Quarta-feira - 18:28 - Vingança de traficante é principal explicação da polícia para assassinato de major. Clique na imagem para mais informações
Uma execução motivada por vingança. Esta é a principal linha de investigação que está sendo seguida pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) para apurar quem são os responsáveis pela morte do major da Polícia Militar Alan de Luna Freire, de 40 anos.
O oficial estaria recebendo ameaças de morte de Antonio Eugênio de Souza, o Batoré, apontado pela polícia como o "matador" da quadrilha chefiada por Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, de 39 anos. Ele é o traficante mais antigo no poder no Rio e estaria insatisfeito com prisões de cúmplices realizadas pelo major.

O major trabalhava no Serviço Reservado (P-2) do 17º BPM (Ilha do Governador). O batalhão é o responsável pelo pelo policiamento no Morro do Dendê, na Ilha, na Zona Norte do Rio, principal reduto de Guarabu. Além disso, o major participou de uma operação na comunidade, junto com a Polícia Civil, no início deste mês, na qual dois seguranças do traficante foram mortos.

Luna foi morto, nesta terça-feira, no Bairro Jardim Esplanada, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após o carro que dirigia ser atingido por pelo menos 24 tiros de fuzil. O crime foi flagrado por câmeras de segurança, e as imagens estão sendo examinadas pela polícia.

O crime teria ocorrido após uma discussão envolvendo ao todo quatro policiais.
O motivo do tumulto foi um acidente de trânsito seguido de uma agressão praticada contra um amigo de Luna. Em 2014, o oficial e seu parente foram absolvidos pela Justiça das acusações. O segundo por legítima defesa, e o primeiro após ficar provado que não participou da morte.
— Trabalhamos com a hipótese de execução, mas ainda não temos nada de concreto. Uma das linhas de investigação é ligada ao Fernandinho Guarabu. Também vamos ouvir parentes e testemunhas para saber sobre ameaças e como era o comportamento do oficial assassinado fora do quartel onde trabalhava — disse o delegado Leandro Costa, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).