Segunda-feira - 11:45 - Mais Médicos: Residência em medicina da família tem 70% das vagas ociosas. Clique na imagem e saiba mais

03 de dezembro de 2018 · Adilson Ribeiro · Notícias em Geral

Segundo especialistas, o problema ocorre devido à baixa remuneração dos profissionais e à pouca atratividade da carreira

Os programas de residência em medicina da família e comunidade, aposta do Mais Médicos, têm atualmente quase 70% das vagas ociosas. Nos últimos cinco anos, o número de vagas para a especialidade passou de 991 para 3.587 - aumento de mais de 260%, de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo. No entanto, a adesão a esse modelo a oníveis nem sejam ofertadas.

Dados da pesquisa Demografia Médica, divulgada neste ano pela USP e Conselho Federal de Medicina, apontam que só 3,7% desejam trabalhar exclusivamente na área de medicina da família. Já 30,1% afirmam que até aceitam trabalhar na área, mas não dispensam outras atuações como hospitais e consultórios particulares. Outros 66,2%, no entanto, dizem que não desejam trabalhar na atenção básica. Esse cenário ilustra a situação atual dos Mais Médico. Embora a meta de ampliação de vagas de residência fosse de 12 mil, a maioria em medicina da família, atualmente, o país tem 6 mil especialistas nessa área - menos de 2% do total de médicos.

Para a Sociedade Brasileira de Medicina de Família, entretanto, essa crise gerada nos Mais Médicos pode ser uma oportunidade para reformular diretrizes no tipo de residência. A entidade sugere que o incentivo dados aos cubanos seja repassado para as vagas de residência em medicina da família. Em vez dos R$ 3.300,00 de bolsa, os profissionais receberiam R$ 11,8 mil.

Fonte: Correio 24 horas.