Itaperuna Sábado 18:07 - A História de um Oficial do Exército. Clique na foto abaixo e Saiba mais

08 de dezembro de 2018 · Adilson Ribeiro · Notícias em Geral

 


 O que para muitos seria um fim de linha, para poucos é um salto maior



NinoBellieny________________________________________________________________________________

Há 2 anos residindo em Itaperuna para onde foi designado como instrutor chefe do Tiro de Guerra, o sub-t ealizou acampamentos, cursos de sobrevivência, desafios militares, prática de tiro, de defesa pessoal e treinamento de combate em ambientes urbano e inóspito, indo muito além do que manda a cartilha.

No começo, os jovens acharam que não conseguiriam acompanhar o ritmo intenso de um Comandos, mas o engajamento veio rápido e apaixonado. Ao final do ano passado e deste, as formaturas foram plenas de lágrimas e desejos de que tudo continuasse, como um sonho bom sem fim. Uma transformação extraordinária refletida no moral e no semblante dos soldados-atiradores.

Eles simplesmente não haviam passado por um simples- e distante das capitais- quartel de um tiro de guerra, eles tinham passado por um braço longo e forte do Exército Brasileiro.

Esta noção cheia de responsabilidade e orgulho, foi mais uma desenvolvida no grupo pelo agora tenente João.

Mas não ficou só nestes termos o trabalho do militar. Liderou reformas nas instalações, plantou árvores nativas, conseguiu emprego para soldados egressos, ressignificando o verde-oliva na cidade.

Socialmente integrou-se rapidamente, sendo homenageado por entidades, clubes de serviço e forças políticas, recebendo no ano passado o Título de Cidadão Itaperunense.

Com desprendimento e sinceras intenções colaborou com eventos esportivos, solidários, artísticos e ambientais.

Não fugiu das responsabilidades, muitas vezes buscando-as, como ao criar o Clube de Escoteiros. Treinou e facilitou aos soldados o Jiu-JItsu e o Muay thay, além de formar campeões em diversas provas de corrida e atletismo.

Honesto sem precisar dizer que é, inteligente, simples e objetivo, conquistou corações e mentes com o exemplo muito mais do que com as palavras.

Casado com Analúcia, pai do Pedro, esteve com a família presente e atuante em todos os eventos.

Bem antes de vir para Itaperuna, por ocasião de licença especial do EB, atuou na área de segurança patrimonial e humana da Vale, em países da África, de onde voltou com o Inglês e o Francês aprimorados e uma visão maior do mundo.

Esteve no Conflito do Haiti, sobreviveu ao terremoto e aos intensos combates em Citè Soleil, uma sucursal do inferno. Fez cursos na Alemanha, França e conheceu muitos outros países.

Ao aceitar o comando do TG, sabia que seu espírito indomável poderia estranhar a placidez da pequena cidade, porém fez da missão o que o bom soldado faz: cumpriu-a integralmente, acrescentando em doses nada homeopáticas todo um saber adquirido em anos de Comandos e Forças Especiais.

O merecidamente agora tenente, deixa a Cidade da Pedra Preta e centenas de amigos leais, feitos com respeito, integridade e voluntariedade, temperados pelo amor à pátria, algo esquecido em muitos e recuperado de forma maciça.

João combateu o bom combate e seguirá combatendo.

Itaperuna não sabe ainda se perdeu um grande nome ou se ganhou um amigo para sempre.

Talvez as duas coisas, mas soldados não escolhem missões. E nunca as deixam sem antes cumprí-las.








Fonte: Blog do Nino Bellieny/Folha da Manhã