Mauá - Quarta-feira - 15:35 - Médica cubana é morta a golpes de chave de fenda pelo marido. Clique na imagem para mais informações

06 de fevereiro de 2019 · Adilson Ribeiro · Brasil

Um vigia de 45 anos foi preso na noite de domingo em Mauá (ABC Paulista), após admitir matar com uma chave de fenda a mulher, a médica cubana Laidys Sosa Ulloa Gonçalves, 37 anos. Ela fez parte do programa Mais Médicos em Ribeirão Pires (ABC).

Dailton Gonçalves Ferreira confessou o crime, segundo a polícia, e afirmou que "vozes" o induziram a matar a médica. A defesa dele não foi encontrada.

Segundo o suspeito contou à polícia, ele estava casado havia cerca de dois anos com Laidys que, afirmou o vigia, "era calma". Porém, conforme o acusado, ela estava "ansiosa" nos últimos tempos e "prescreveu" para o vigia remédios par dos médicos cubanos do Mais Médicos. A decisão foi tomada em retaliação a exigências feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para a continuação do programa.

Os profissionais cubanos foram convocados de volta à ilha caribenha, mas cerca de 1,8 mil continuam no Brasil, segundo o cruzamento de dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que firmou o contrato com Cuba para a vinda dos médicos.

Dois meses após o anúncio do fim da parceria, os cubanos que decidiram não voltar buscam meios de se manter e se regularizar. Levantamento feito pela Folha de S.Paulo a partir de dados do Conare (Comitê Nacional para Refugiados) aponta aumento nos pedidos de refúgio da nacionalidade.

Em novembro, foram 321 pedidos. Já em dezembro, foram 400, quase o dobro de alguns dos meses anteriores, quando o número de solicitações variou entre 146 até 257 ao mês. Para comparação, nos últimos dois meses de 2017: 135 e 114 pedidos, respectivamente

Fonte: Tribuna Online.