Miracema - Quarta - 09:00 - Juiz é acusado de assédio sexual e moral; defesa nega acusação. Clique e saiba como aconteceu

06 de fevereiro de 2019 · Adilson Ribeiro · Notícias em Geral

Glicério de Angiólis Silva também passará a responder a processo administrativo disciplinar. Defesa alega que funcionários e estagiárias não relataram assédio, somente sindicato.

 

O CNJ também decidiu abrir um processo administrativo disciplinar (Pad) – saiba detalhes sobre o processo mais abaixo.

Em 2015, Glicério Angiólis Silva foi alvo de denúncias de assédio moral e sexual a servidores e estagiárias no fórum de Miracema (RJ).

Durante a sessão do CNJ, a defesa do juiz, apresentada pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), alegou que os servidores e as estagiárias não relataram assédio. A denúncia, segundo a defesa, teria sido feita por um sindicato.

As denúncias

De acordo com a conselheira relatora do caso, Iracema Vale, uma estagiária do juiz afirmou que ele a é “pequeno” e, quando o juiz passou a trabalhar no local, dos “20 e tantos funcionários, dez eram da mesma família”.

Processo administrativo

As denúncias de irregularidades praticadas por magistrados podem ser feitas por qualquer pessoa ou encaminhadas pelas corregedorias dos tribunais de Justiça.

Se for constatada evidência de infração disciplinar por parte do magistrado, o corregedor de Justiça pode propor ao plenário do CNJ a instauração de um processo administrativo.

O julgamento deve ser feito em sessão pública, e o processo pode resultar em uma das punições previstas na Lei Orgânica da Magistratura, como aposentadoria compulsória. O caso também pode ser arquivado.

 

Fonte: Redação da 96.9 FM – Por G1