Sábado Rio 15:39 - Jovem que foi morto em Supermercado na frente de sua própria mãe por segurança com golpe de MATA-LEÃO estava desarmado. Clique na imagem abaixo e saiba mais informações...

16 de março de 2019 · Vania Ribeiro · Notícias em Geral

Segurança responderá por homicídio

Novas imagens revelam que o Pedro Henrique estava desarmado quando foi imobilizado pelo Davi Amâncio, diferentemente do alegado inicialmente

 

O segurança Davi Ricardo Moreira Amâncio, de 32 anos, vai responder por homicídio com dolo eventual (em que assumiu o risco de matar). Ele foi o acusado de ser o responsável pela morte de Pedro Henrique Gonzaga, 25, por asfixia em uma loja do supermercado Extra, no Rio de Janeiro. Novas imagens revelam que o jovem estava desarmado quando foi imobilizado pelo segurança, diferentemente do alegado inicialmente.

Um novo inquérito sobre o caso foi encaminhado à Justiça nesta sexta-feira, 15, reunindo diversas imagens de vídeo que refazem o passo a passo do crime desde o momento em que Gonzaga e sua mãe chegam ao supermercado, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, até a morte do rapaz. Dinalva Santos de Oliveira, mãe de Gonzaga, afirmou que ele não tentou pegar a arma do segurança.

As novas imagens mostram que Gonzaga vai em direção do segurança. Em seguida, ele cai no chão duas vezes e é imobilizado. Amâncio alegou, originalmente, que o rapaz tentou pegar sua arma. Mas uma imagem mostra a arma na mão de um outro segurança, Edmilson Félix, comprovando que a vítima não oferecia risco algum.

https://youtu.be/-Mu6wEd9GmA

Veja:


15/02/19 - Garoto é imobilizado e morto por segurança de supermercado no Rio


O rapaz foi imobilizado e acabou sufocado; empresa diz que foi ação foi 'reação a tentativa de furto' e informou que vai investigar o caso


Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um homem de 19 anos, identificado como Pedro Gonzaga, sendo imobilizado por um segurança da rede de supermercados Extra, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O rapaz, durante a agressão que ocorreu na tarde desta quinta-feira, 14, acabou sendo sufocado e morto.

Nas imagens, um segurança aparece deitado sobre o jovem, que não reage, e refuta pedidos de outras pessoas para que o solte. Uma mulher, que está perto da cena, diz: “Está desmaiado, não está não?”. Outra fala: “Ele tá com a mão roxa”. Mas ele se nega a sair e responde “Quem sabe sou eu”. Os outros seguranças que presenciaram a cena afirmaram, no vídeo, que Pedro teria tentando furtar a arma do colega.

19/02/19 Jovem asfixiado no Rio não tentou pegar arma do segurança, diz mãe


Dinalva de Oliveira, mãe de Pedro Henrique Gonzaga, negou que o filho representasse qualquer perigo ao estabelecimento comercial


A mãe de Pedro Henrique Gonzaga, jovem de 25 anos que morreu após ser asfixiado por um segurança particular de uma unidade do supermercado Extra na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), na última quinta-feira, 14, prestou depoimento nesta terça-feira, 19, à Delegacia de Homicídios do Rio, no mesmo bairro.

A oitiva de Dinalva Santos de Oliveira durou duas horas. Ela não falou com a imprensa, mas, segundo seu advogado, negou que o filho representasse qualquer perigo ao segurança ou ao estabelecimento comercial. “O menino provavelmente teve um surto, saiu correndo, o segurança correu atrás, derrubou o garoto no chão e o imobilizou. Pedro estava desarmado, não tentou pegar a arma do segurança nem oferecia nenhum risco que justificasse aquela reação”, afirmou Marcello Ramalho. “Isto não existiu, em momento algum. Ele passou mal, correu, o segurança promoveu a imobilização e aplicou uma técnica de execução”.

Para o advogado, o segurança (Davi Ricardo Moreira Amâncio, de 32 anos) tinha noção que estava causando risco à vida de Gonzaga, e foi alertado a respeito disso pela mãe da vítima e por outras testemunhas. Mesmo assim, não interrompeu a ação. dios do Rio, no mesmo bairro.

A oitiva de Dinalva Santos de Oliveira durou duas horas. Ela não falou com a imprensa, mas, segundo seu advogado, negou que o filho representasse qualquer perigo ao segurança ou ao estabelecimento comercial. “O menino provavelmente teve um surto, saiu correndo, o segurança correu atrás, derrubou o garoto no chão e o imobilizou. Pedro estava desarmado, não tentou pegar a arma do segurança nem oferecia nenhum risco que justificasse aquela reação”, afirmou Marcello Ramalho. “Isto não existiu, em momento algum. Ele passou mal, correu, o segurança promoveu a imobilização e aplicou uma técnica de execução”.

Para o advogado, o segurança (Davi Ricardo Moreira Amâncio, de 32 anos) tinha noção que estava causando risco à vida de Gonzaga, e foi alertado a respeito disso pela mãe da vítima e por outras testemunhas. Mesmo assim, não interrompeu a ação. Gonzaga morreu asfixiado, segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML).

A Polícia Civil ainda vai decidir se acusa Amâncio por homicídio culposo (sem intenção) ou doloso (intencional). Inicialmente o caso foi registrado como homicídio culposo, cuja pena é de um a três anos de prisão. Preso em flagrante, Amâncio pagou fiança de R$ 10 mil e foi libertado para responder à acusação em liberdade.

Se a investigação indicar que o segurança assumiu o risco de matar a vítima, ele pode ser indiciado pelo crime doloso, qualificado por asfixia. Nesse caso, a pena em caso de condenação varia de 12 a 30 anos de prisão.

 

Fonte: Veja