Terça-feira - 9:50 - Após massacre em Suzano, psicóloga alerta sobre dependência de jogos e abandono afetivo.Click na foto e veja a matéria completa

19 de março de 2019 · Denny Cacciatore · Notícias em Geral

Após o ataque que deixou 10 mortos em uma escola estadual de Suzano, município paulista, na última quarta-feira, reascendeu a polêmica dos jogos violentos, que apesar de não comprovada, especialistas afirmam que pode haver influência destes games nos massacres já registrados.

Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25 anos, eram ex-alunos da escola “Raul Brasil”. Eles entraram na unidade por volta das 9h e, armados com revólver, armas medievais e machados, mataram cinco alunos, duas funcionárias da escola, um tio de Guilherme e tiraram a própria vida.

Um dos atiradores estava fantasiado de um personagem do jogo Free Fire. Guilherme também deixou para trás, dentro do veículo que usaram para ir até a escola, um caderno contendo anotações de táticas de ataques, combates em games e desenhos de armas e máscaras.

Para a psicóloga Maria Angélica Napolitano, há 35 anos atuando na área infantil e professora universitária em Cachoeiro de Itapemirim, não há evidências entre jogos violentos e atos de violência no mundo real. Porém, o principal questionamento da influência destes games está ligado à compulsões e dependência destes jogos, que podem levar ao desenvolvimento de síndromes e transtornos comportamentais e psicológicos perigosos.

“A internet pode ajudar na qualidade de vida como também pode levar a pessoa a desenvolver alterações psicológicas clinicamente significativas, provocando até mesmo uma junção entre o mundo imaginário e a realidade. O diálogo e o ambiente familiar sempre foram e continuam sendo fatores de maior relevância do que as influências dos jogos”, explica a psicóloga.


Abandono afetivo

Outro fator importantíssimo que deve ser levado a sério é o abandono afetivo, que segundo Angélica, também pode provocar fatores de riscos, como no caso dos atiradores de Suzano, que eram negligenciados pelas famílias, viciados em jogos violentos e isolados.

“As fragilidades nas relações familiares desde a infância prejudicam o desenvolvimento emocional. Os pais e mães são responsáveis no desenvolvimento humano destes adolescentes. Toda atenção e cuidado se faz importante para que tenhamos um progresso sadio no desenvolvimento da criança”, afirma Maria Angélica.

A psicóloga afirma ainda, que é essencial estabelecer diálogos com os filhos, acompanhar o uso da internet e jogos, determinar horários, lembrar que as crianças e adolescentes pensam diferentes dos adultos e, principalmente, observar possíveis situações que ‘aflorem’ os comportamentos violentos, além de educar as emoções.

Saúde mental

O ataque em Suzano também é um alerta sobre a saúde mental dos jovens e das crianças. Para a psicologia, todo comportamento é decorrente de uma intenção de comunic ues, combates em games e desenhos de armas e máscaras.

Para a psicóloga Maria Angélica Napolitano, há 35 anos atuando na área infantil e professora universitária em Cachoeiro de Itapemirim, não há evidências entre jogos violentos e atos de violência no mundo real. Porém, o principal questionamento da influência destes games está ligado à compulsões e dependência destes jogos, que podem levar ao desenvolvimento de síndromes e transtornos comportamentais e psicológicos perigosos.

“A internet pode ajudar na qualidade de vida como também pode levar a pessoa a desenvolver alterações psicológicas clinicamente significativas, provocando até mesmo uma junção entre o mundo imaginário e a realidade. O diálogo e o ambiente familiar sempre foram e continuam sendo fatores de maior relevância do que as influências dos jogos”, explica a psicóloga.


Abandono afetivo

Outro fator importantíssimo que deve ser levado a sério é o abandono afetivo, que segundo Angélica, também pode provocar fatores de riscos, como no caso dos atiradores de Suzano, que eram negligenciados pelas famílias, viciados em jogos violentos e isolados.

“As fragilidades nas relações familiares desde a infância prejudicam o desenvolvimento emocional. Os pais e mães são responsáveis no desenvolvimento humano destes adolescentes. Toda atenção e cuidado se faz importante para que tenhamos um progresso sadio no desenvolvimento da criança”, afirma Maria Angélica.

A psicóloga afirma ainda, que é essencial estabelecer diálogos com os filhos, acompanhar o uso da internet e jogos, determinar horários, lembrar que as crianças e adolescentes pensam diferentes dos adultos e, principalmente, observar possíveis situações que ‘aflorem’ os comportamentos violentos, além de educar as emoções.

Saúde mental

O ataque em Suzano também é um alerta sobre a saúde mental dos jovens e das crianças. Para a psicologia, todo comportamento é decorrente de uma intenção de comunicação ou necessidades de um indivíduo ou grupo, assim os comportamentos conflituosos também procuram comunicar algo e geralmente estão ligados ao sofrimento emocional.

“Precisamos falar sobre a educação na família e na escola com nossos jovens e crianças, porém, é preciso uma educação preocupada, sobretudo, com as emoções, a empatia, a ética, os cuidados com si mesmo e com o outro”, finalizou

Fonte: Aqui noticias