Campos - Quarta Feira - 15:50 - Ex-companheira de DJ Moranes desmente Polícia Civil e diz que agressões foram graves e que foi hospitalizada. Veja abaixo

03 de abril de 2019 · JVM · Notícias em Geral

Após a repercussão do caso das agressões do DJ Moranes, que aconteceram no último domingo (31), a ex-namorada dele veio a público e com uma carta aberta publicada no Instagram, desmentiu as informações da Polícia Civil de que as agressões contra ela foram leves e ela não precisou ser hospitalizada.

Nesta terça-feira pela manhã, o jornal Noticia Urbana publicou uma matéria sobre o caso. Todas as informações inseridas na reportagem foi passada, oficialmente, pela Polícia Civil com base no Boletim de Ocorrência feito no dia das agressões.

De acordo com a ex-companheira do DJ, Emanuelle Porto, ela esteve sim no hospital, as agressões foram de natureza grave e ela teve o tímpano perfurado.

Na postagem, Emanuelle destaca ainda o temperamento forte de Moranes e que essa não foi a primeira vez que ela fora agredida por ele. O jornal Noticia Urbana vem a público reiterar novamente que todas as informações usadas são embasadas no Boletim de Ocorrência e que o veículo é contra, é claro, a todo tipo de violência contra qualquer pessoa. Leia, abaixo, o depoimento na íntegra da ex-companheira do DJ.

” Não imaginei que um dia precisaria vir a público me pronunciar sobre uma tentativa de feminicídio. Na manhã do domingo (dia 31/03), eu fui violenta e covardemente agredida pelo meu ex companheiro. Estávamos separados há 15 dias quando isso aconteceu. Foram socos, chutes, golpes repetidos na cabeça e no rosto, até que consegui correr para o banheiro, quando ele foi a cozinha dizendo que me mataria naquele momento e, apesar de todos os socos dados na porta e do quarto completamente destruído, por alguns momentos fiquei segura lá, foi então que o pai dele chegou, e mais uma vez fui absurdamente agredida por humilhações verbais de ambos. Ele gritou pra quem quisesse ouvir, por repetidas vezes: “Eu vou matar essa vagabunda!”. Tive o tímpano esquerdo perfurado e outras lesões constatadas no exame físico durante a passagem pelo Hospital Ferreira Machado, tive meus pertences pessoais (celular, relógio, roupas, calçados) destruídos e jogados por ele na lixeira do prédio, material esse que foi recolhido pela polícia e devolvido para mim como prova.
Neste momento, não posso descrever e agradecer a quantidade de pessoas conhecidas e desconhecidas que vêm me prestando apoio psicológico, emocional e jurídico. E ainda assim, em meio a um crime absurdo cometido, há pessoas coniventes tentando desmerecer o ocorrido, divulgando mentiras sobre mim e sobre a situação que estou passando. Notícias essas também divulgadas por veículos de comunicação conhecidos na cidade, desmentindo o diagnóstico que recebi, que foi relatado em documento oficial do Hospital. Muitas pessoas o conhecem, sabem do seu histórico como uma pessoa agressiva, explosiva e extremamente ciumenta e abusiva; e, principalmente, sabem que não foi a primeira nem a segunda vez que isso aconteceu. Tenho inúmeras testemunhas de tudo o que já aconteceu comigo, desde o início do relacionamento.
Em junho do ano passado, fui também agred aso ganhou grande repercussão em Campos dos Goytacazes. O Hospital Ferreira Machado (HFM) atestou que a membrana do tímpano de Emanuelle realmente foi rompida.

“Desta vez, não bastasse toda a humilhação que passei até conseguir ajuda da minha família e dos policiais militares, o atendimento prestado pela delegacia da Mulher foi o pior possível (…) alegaram que houve apenas lesões leves e, mesmo tendo sido preso em flagrante, na cena do crime, pagou uma fiança ridícula no valor de R$ 1000 e foi solto três horas depois (…) É grave (lesão no ouvido) sim e pode ser irreversível. Talvez eu nunca volte e escutar do lado esquerdo. Violência contra a mulher é crime , calúnia e difamação também. Todas as medidas legais estão sendo tomadas e agora eu vou até o fim”, desabafou a vítima.

O boletim médico também contradisse a informação da delegacia: “Paciente sofreu perfuração da membrana tímpânica esquerda e recebeu alta do hospital com indicação medicamentosa e orientação de fazer acompanhamento médico com um otorrino durante o período de três meses, tempo em que a membrana do tímpano costuma auto-recuperar-se. Uma cirurgia só será necessária caso o processo não se reverta”, disse o Hospital Ferreira Machado em nota.

No início desta manhã, também em nota, a delegacia se pronunciou: “Deve ser ressaltado que as lesões sofridas pela vítima foram de natureza leve (não procedendo a informação de que ele teve o tímpano perfurado). Outra informação inverídica é a de que o DJ já possuía antecedentes, uma vez que sua ficha criminal não apontou anotações criminais anteriores”.

Entenda o caso:

Segundo Emanuelle, o casal estava separado há 15 dias e esta não teria sido a primeira violência física sofrida. Ainda segundo o relato da vítima, no dia 31 o suspeito teria desferido socos, chutes e golpes repetidos em sua cabeça e rosto. Durante a agressão, celular e relógio foram danificados.

“Até que consegui correr para o banheiro, quando ele foi para a cozinha dizendo que me mataria naquele momento e, apesar de todos os socos dados na porta do quarto, que ficou completamente destruída, por alguns segundos fiquei segura lá (…) Em junho do ano passado, também fui agredida por ele. Os vizinhos chamaram a polícia, os policiais bateram no meu apartamento e constataram a agressão. Tive que acompanhá-los à delegacia, prestei depoimento, mas não dei queixa por medo, insegurança, incerteza e por amor”, desabafou Emanuelle em sua rede social.

A equipe de reportagem não conseguiu contato com o DJ Moranes. Ainda assim, respeitando o princípio do contraditório, o Jornal Terceira Via aguarda e publicará a versão de Moranes para o caso.

Confira na íntegra a nota da delegacia divulgada pela manhã:

Face à grande repercussão relacionada à prisão em flagrante do DJ MORANES a DEAM CAMPOS faz informar que o APF foi lavrado em 31/03/2019 (domingo) durante o plantão de área sendo presidido pela Delegada Juliana Calife.

Consta nos autos que o DJ agrediu fisicamente, ameaçou de morte e danificou o relógio e o celular da vítima. Foi devidamente autuado e liberado mediante pagamento de fiança cf. determina o Código de Processo Penal Brasileiro.

Deve ser ressaltado que as lesões sofridas pela vítima foram de natureza leve (não procedendo a informação de que ele teve o tímpano perfurado). Outra informação inverídica é a de que o DJ já possuía antecedentes uma vez que sua ficha criminal NÃO apontou anotações criminais anteriores.

A indignação popular é positiva, eis que a violência contra a mulher não pode mais ser tratada com indiferença. Contudo, a população deve entender que o caso já foi apresentado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário e o processo seguirá seu devido curso.

Emanuelle relatou as agressões em sua rede social: