Quarta-feira - 18:00 - Médico de Italva surpreende casal surdo ao usar Libras em atendimento de emergência. Veja abaixo

01 de maio de 2019 · Denny Cacciatore · Notícias em Geral

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Quarta-feira - 18:00 - Médico de Italva surpreende casal surdo ao usar Libras em atendimento de emergência.



'Foi incrível ver nos olhos deles o brilho ao saber que o médico do lado de cá estava literalmente entendendo a sua dor', disse Dr. Fred Nicácio após atendimento pelo SUS em Italva, no RJ.



Imagine chegar à emergência de um hospital com fortes dores e não conseguir passar para o médico o que está sentindo? O casal Patrick Elias e Raquel Talon, que são surdos e não aprenderam a falar, faz parte dos mais de 9,7 milhões de pessoas que têm deficiência auditiva no Brasil, segundo o IBGE.

Mas ao procurar a emergência de uma unidade do SUS em Italva, no Noroeste do Rio de Janeiro, no último domingo (28), o auxiliar de serviços gerais, de 40 anos, e a artesã, de 27, foram surpreendidos pela atitude do médico, que começou a se comunicar em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

O G1 entrevistou o casal, que vive na zona rural de São Fidélis, cidade vizinha a Italva. Quem ajudou a intermediar a entrevista foi a cunhada de Patrick, Rilva Oliveira.

"Não acreditei quando vi o médico falando em Libras com a gente, fiquei muito feliz", disse Patrick, que era, no caso, o paciente.

Se para o casal foi a primeira experiência, para Dr. Fred Nicácio, foi a terceira. Ele contou à reportagem que não é fluente em Libras, mas consegue se comunicar e entender os sintomas do paciente.

"Eu consigo entender o que eu preciso para medicar, saber mais sobre a doença e sobre os sintomas deles. Parece que não vai sair, que você não sabe nada, mas na hora com/Gcm6tjPhwB-NALl3AlhCsDhSTuE=/0x0:716x716/1968x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/D/J/GHnzxOSwqfhikGFNvgPg/apoe.jpg 2x" /> Raquel aparece na foto do jornal ao lado dos coleguinhas que foram atendidos pela Apoe, uma associação em Campos, RJ, com atividades voltadas aos surdos e outras deficiências — Foto: Raquel Talon/Arquivo pessoal