Quinta-feira - 13:10 - Após manifestações, governo libera mais de 1 bilhão para o Ministério da Educação. Veja abaixo
Equipe econômica informou em relatório que usou reserva de emergência do Orçamento. Além disso, baixou de 2,2% para 1,6% projeção de crescimento do PIB
O governo anunciou nesta quarta-feira, 22, um contingenciamento de R$ 2,181 bilhões no Orçamento federal, mas assegurou que não haverá impacto sobre nenhum órgão do Poder Executivo.A equipe econômica, que divulgou hoje o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas do Orçamento do ano, optou por gastar a reserva de recursos para amortecer o impacto das revisões e ainda decidiu liberar R$ 1,6 bilhão adicional para os ministérios da Educação e do Meio Ambiente, como antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.A equipe econômica costuma detalhar os órgãos afetados ou não por um contingenciamento apenas no dia do decreto de programação orçamentária, que sai no dia 30 após a divulgação do relatório de avaliação do Orçamento. Mas na semana passada um protesto contra cortes na Educação levou multidões às ruas em várias cidades.
O diagnóstico da necessidade de um novo bloqueio nos gastos também vinha preocupando a ala política do governo. Com isso, o governo resolveu informar desde já a blindagem dos órgãos. "Não teremos contingenciamento adicional por órgão do Poder Executivo", afirma o documento.A reserva tinha R$ 5,372 bilhões, recursos que poderiam ser liberados para demandas emergenciais dos órgãos diante do primeiro contingenciamento de R$ 29,8 bilhões.
Desse "colchão" de segurança, R$ 2,166 bilhões foram bloqueados - ou seja, o governo não poderá mais remanejar em caso de necessidade. Outro R$ 1,587 bilhão foi destinado ao MEC, que tinha até então um total de R$ 7,4 bilhões de recursos contingenciados. Houve ainda liberação de R$ 56,6 milhões para o Meio Ambiente.Ainda restou um saldo de R$ 1,562 bilhão na reserva orçamentária. Os demais poderes, por sua vez, devem ter um bloqueio de R$ 14,6 milhões, proporcional ao valor total do contingenciamento.
Receita total
O governo contou com o pagamento da dívida da Petrobras com a União e com um maior repasse de dividendos pelas estatais e aumentou a projeção de receitas totais esperada para este ano em R$ 711 milhões.
Com a estimativa de crescimento menor da economia, as receitas administradas, que incluem impostos e contribuições, devem ser R$ 5,459 bilhões ara 6,1%. O governo manteve a estimativa para a taxa Selic neste ano em 6,5%. A projeção para a taxa de câmbio média foi de R$ 3,7 para R$ 3,8 e para o crescimento da massa salarial nominal foi de 5,1% para 5,2%.
Fonte: em.com.br
