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14 de julho de 2019 · Vania Ribeiro · Notícias em Geral


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O (ENEM)- Exame Nacional do Ensino Médio, possui mudanças previstas com a nova (BNCC)- Base Nacional Comum Curricular.

BNCC é a Base usada para nortear a educação brasileira, funciona como um sistema de ensino que inclui propostas pedagógicas e deve ser seguido por professores de escolas públicas, particulares e da Educação infantil, ensino fundamental e Ensino médio de todo o país. Dessa forma, na teoria, todos os alunos independentes de classe, raça ou crença tem acesso a uma mesma educação.

Esse sistema também auxilia na mudança de escola, quando um aluno migra de escola antes de terminar o ano letivo, o uso da BNCC é fundamental para adaptação daquele aluno na sua nova escola já que a instituição de ensino que ele frequentava anteriormente de acordo com a Lei nº 9.394/1996, aplica o mesmo conteúdo que sua nova escola, assim o aluno só precisa passar por uma adaptação ao método de ensino.

   Nova BNCC- A BNCC do ensino médio entregue pelo MEC é a terceira versão do documento, que foi construindo coletivamente ouvindo especialistas e professores. Agora, a proposta será tema de audiências públicas abertas à população. O CNE também receberá documentos com sugestões de diferentes setores da sociedade. “Todos que quiserem se manifestar terão espaço”, garante Cesar Callegari, membro do conselho. Os relatores da proposta serão Joaquim José Soares Neto e José Francisco Soares, os mesmos que atuaram nessa função durante a tramitação da BNCC dos ensinos infantil e fundamental. Para começar a valer, a proposta terá de ser aprovada no CNE e, depois, ser homologada pelo MEC. Caso o ministério não concorde com a versão, ela volta ao conselho. Depois de finalmente publicada, as escolas e os sistemas de ensino terão um ano para a complementação de orientações normativas; depois, mais um ano para alterar as propostas pedagógicas. “No melhor dos mundos, as consequências efetivas poderão começar a acontecer em 2021 ou 2022”, espera Callegari

O Ministério da Educação (MEC) anunciou que vai começar a aplicar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por meio digital até 2020 fazendo testes e pretende deixar definitivamente de aplicar a prova em papel a partir de 2026.

  A prova deste ano não terá mudanças e será realizada normalmente nos dias 3 e 10 de novembro.


  Em nota o MEC informou que a nova forma de aplicação da prova vai permitir a utilização de novos tipos de questões com vídeos, infográficos e com influência dos games. Segundo o ministério, as primeiras “aplicações digitais serão opcionais”.


  “Até 2026, a prova vai ser muito parecida com o que é hoje, mas toda ela vai ser feita no computador, como foram as transformações lá fora. Até 2026, todo mundo vai fazer a prova pelo computador, e vai poder fazer isso em várias datas ao longo ano”, informou o ministro da Educação, Abraham Weintraub.


  Segundo Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a transição só começa em 2020 com um projeto-p -key="7">  “Esse ano a aplicação do Enem é normal, em papel, mas vamos começar o preparativo para o piloto digital em 2020”, disse.


  Este Enem digital será aplicado nos dias 11 e 18 de outubro de 2020 e a prova regular será em 1º e 8 de novembro.


  O presidente do Inep informou ainda que, na edição do ano que vem, o Enem terá três aplicações, ao contrário das duas que ocorrem todo ano. “Ano que vem, 2020, teremos três aplicações do Enem, a regular, em papel, a reaplicação e mais uma data de prova, o Enem digital, para 50 mil pessoas.”


  O objetivo é fazer várias aplicações do Enem ao longo do ano “por agendamento, como se fosse para tirar o passaporte” com o estudante escolhendo a cidade, o dia e marcando a prova.


  Uma aplicação será regular e uma reaplicação será para candidatos de locais de provas que enfrentaram problemas logísticos, na mesma data do Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL).


  “Aquele aluno que optar pelo Enem digital não será prejudicado, porque se tiver algum problema de logística, de computador, por exemplo, ele será redirecionado para uma reaplicação do Enem.”


  De acordo com Lopes, a transformação do Enem do papel para o meio digital será progressiva até o ano de 2026.


   “Em 2021 (o Enem digital) continua sendo opcional, com duas provas digitais, além da aplicação regular. De 2022 a 2025 a gente vai aumentando a quantidade de provas ao longo do ano, atingindo quatro provas por ano”, explicou Lopes, acrescentando que, em 2026, não haverá mais o Enem aplicado em papel.


Fonte: Blog do Adilson Ribeiro com informações do Inep, Eu estudante e Nova Escola.