Quinta feira Vitória 21:31 - Advogadas são indiciadas após postar vídeo ensinando a destruir provas de crimes em redes sociais. Clique na imagem abaixo e saiba mais informações...

18 de julho de 2019 · Vania Ribeiro · Notícias em Geral


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Duas advogadas que divulgaram um vídeo ensinando a destruir provas após cometer crimes, foram indiciadas na última quarta-feira (17) pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais, responsáveis pelas investigações. A dupla responderá por apologia ao crime.


Identificadas como Isabela Cunha Lima e Paola Marcarini, as advogadas gravaram e divulgaram nas redes sociais, um vídeo em que dão dicas de como as pessoas podem destruir provas após cometerem um crime. Elas ainda afirmam que isso dificulta o trabalho da defesa.


Para o deputado e presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Estado, Danilo Bahiense, a atitude das duas não condiz com um comportamento ideal da profissão. "Isso é lamentável. A pessoa que age dessa maneira não é um profissional do Direito. O advogado está ali para defender tecnicamente o seu cliente, não para orientar ou concorrer com o crime", explicou.

Investigações

A corregedoria da Ordem dos Advogados do Brasil, no Espírito Santo, encaminhou o caso para a Polícia Civil. Para os investigadores, o ato das advogados contribuiu para a impunidade. "Ao prestarem informações de como se esquivar das investigações policiais e, consequentemente, da perseguição penal, as indiciadas contribuem para a impunidade que certamente é o principal fator para a criminalidade existente em nosso país. Levando isso em consideração, resta claro que, ao fomentar a impunidade, as indiciadas fazem apologia ao crime."

A conclusão da investigação foi que, nesse caso, não se pode alegar o direito fundamental da liberdade de expressão. O inquérito segue para o Juizado Especial Criminal, de Vitória.

Em de provas após o cometimento de crimes. Ainda explicam que quando alguma suposta prova é deixada, o trabalho da defesa é dificultado.

"Quando for cometer um crime, suma com a blusa que você usou. Não deixa ela pendurada no varal. Isso dificulta nosso trabalho", brinca uma das advogadas nas redes.

O vídeo foi encaminhado pela corregedoria da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Espírito Santo para a Polícia Civil. De acordo com especialistas, a dupla de advogadas pode responder pelo crime de concurso de pessoas, que é quando alguém contribui para atos criminosos.

Além disso, as profissionais ainda podem responder por apologia ao crime e fraude processual. O deputado estadual Danilo Bahiense, que é presidente da comissão de segurança da Assembleia Legislativa, pretende levar o caso para a comissão de segurança da Assembleia.

Fonte: Folha Vitória