Sexta Feira - 09:10 - Vereador vê incesto em projeto que amplia conceito de família. Veja abaixo
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Um projeto de lei de autoria do deputado federal Orlando Silva (PCdoB) tem causado polêmica nas redes sociais e virou alvo de crítica na Câmara de Vitória. A proposta que institu tyle="text-align: center;">Clique na imagem acima e inscreva-se
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Um projeto de lei de autoria do deputado federal Orlando Silva (PCdoB) tem causado polêmica nas redes sociais e virou alvo de crítica na Câmara de Vitória. A proposta que institui o Estatuto das Famílias do Século XXI foi atacada pelo vereador Leonil Dias (PPS), que chegou a chamar o deputado de "vagabundo" em discurso.
O ponto que chamou a atenção do vereador se trata do artigo 2º que reconhece como família "todas as formas de união, independente de consanguinidade incluindo seus filhos ou pessoas que assim sejam consideradas". De acordo com Leonil, o trecho estimulararia práticas como incesto e poliamor.
"É inegável que a interpretação textual consolida o entendimento de permissão do casamento até entre pais e filhos", disse.
"Entendo esse projeto como uma afronta às famílias e à ética das famílias brasileiras. Muitas lideranças religiosas têm me procurado apavoradas, pois essa também foi a interpretação das lideranças evangélicas", completou.
Ainda de acordo com o vereador, caso tenha havido erro de interpretação por parte dos críticos ao projeto, a proposta deveria ser reescrita pelo deputado.
"O projeto é muito vago em termos do que se diz respeito à família. Se houve algum erro de intepretação, que recolha o projeto e redija melhor. Não fui o único a ter esse entendimento", relatou Leonil.
Em contrapartida, o deputado Orlando Silva, por meio de assessoria de imprensa, informou que o ataque ao projeto é parte de uma construção de notícias falsas ao redor da proposta. De acordo com ele, o projeto em nada tem a ver com incesto ou poliamor.
"O projeto é um contraponto ao conservador Estatuto da Família, que quer colocar na lei que uma família só pode ser formada pela união de um homem com uma mulher. Como se sabe, hoje em dia há múltiplas formas de família além da tradicional, desde avós que criam netos até casais que adotam crianças. O PL do Estatuto da Família do Século XXI quer que também sejam reconhecidos como famílias as uniões homoafetivas, por exemplo, com direito à adoção de filhos, inclusive", frisou.
De acordo com ele o ponto "independente de consanguinidade" se refere ao que se considera uma família também com aqueles que adotam crianças.
Por exemplo um casal, seja hétero ou homoafetivo, adota legalmente uma criança e forma uma família.
Ainda segundo o deputado, a Justiça já foi acionada para lidar com a proliferação de notícias falsas acerca da proposta.
"As fakes news levantadas pelo submundo da internet são um absurdo contra o qual estamos adotando as devidas providências jurídicas", relatou.
O projeto foi retirado da pauta pelo presidente da comissão. O relator pode ou não propor nova redação em algum ponto.
Fonte: Tribuna Online
