Terça Feira - 11:50 - Jovem relata ter sido torturado por 40 minutos com chibatadas em supermercado de São Paulo. Veja abaixo

03 de setembro de 2019 · Vanessa Gualandi · Notícias em Geral


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Um jovem de 17 anos afirma ter sido torturado por cerca de 40 minutos por seguranças de um supermercado localizado na Zona Sul de São Paulo. As agressões teriam acontecido no fim de agosto após o garoto ter sido flagrado furtando chocolate de uma gôndola do estabelecimento.

Um vídeo do adolescente nu e sendo chicoteado circula pelas redes sociais. À uma emissora de TV, o garoto relatou que também foi ameaçado de morte pelo segurança.

"Fui pegar o chocolate, aí ele me pegou, me levou no quartinho, me deu uma chicotada e me ameaçou de morte", relatou.


Para o conselheiro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) Ariel de Castro Alves, o que foi visto nas imagens "foi uma situação de tortura".

"E o crime de tortura é um crime hediondo. Pelo que verificamos nas imagens esse crime estaria se configurando. Temos um adolescente extremamente acuado, com medo. Crime de tortura pode gerar de dois a oito anos de prisão", disse em entrevista à Rádio CBN.

Os seguranças suspeitos foram identificados e afastados do trabalho. Em nota, a assessoria de imprensa do supermercado repugnou o que aconte ter sido flagrado furtando chocolate de uma gôndola do estabelecimento.

Um vídeo do adolescente nu e sendo chicoteado circula pelas redes sociais. À uma emissora de TV, o garoto relatou que também foi ameaçado de morte pelo segurança.

"Fui pegar o chocolate, aí ele me pegou, me levou no quartinho, me deu uma chicotada e me ameaçou de morte", relatou.


Para o conselheiro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) Ariel de Castro Alves, o que foi visto nas imagens "foi uma situação de tortura".

"E o crime de tortura é um crime hediondo. Pelo que verificamos nas imagens esse crime estaria se configurando. Temos um adolescente extremamente acuado, com medo. Crime de tortura pode gerar de dois a oito anos de prisão", disse em entrevista à Rádio CBN.

Os seguranças suspeitos foram identificados e afastados do trabalho. Em nota, a assessoria de imprensa do supermercado repugnou o que aconteceu:

“A empresa repugna esta atitude e foi com indignação que tomou conhecimento dos fatos por intermédio da reportagem. Que a empresa não coaduna com nenhum tipo de ilegalidade e colaborará com as autoridades competentes envolvidas na apuração do caso, a fim de tomar as providências cabíveis".

Fonte: Tribuna Online