Terça feira 21:15 - Acusados de torturar adolescente e filmar o crime em Nova Friburgo são condenados. Veja mais informações e vídeo...
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Um grupo foi condenado ne ndenado nesta segunda-feira (21) pelo crime de tortura a uma adolescente, ocorrida em fevereiro de 2017. O crime aconteceu no bairro Alto da Olaria, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, e foi filmado pelos próprios acusados e publicado em redes sociais.
Segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), os condenados são traficantes de drogas e pertencem a uma organização criminosa.
Ainda de acordo com o TJRJ, Maicon Ribeiro Cordeiro foi condenado a 14 anos de reclusão e Guilherme Pitta Torres, Rodrigo da Silva Bandeira e Livaldo José da Silva a 14 anos e oito meses de reclusão.
Apesar de já estar preso na época, Livaldo foi considerado pela Justiça como mandante do crime, por liderar o tráfico de drogas em Nova Friburgo e região.
Na sentença, o juiz Marcelo Villas, da 2ª Vara Criminal de Nova Friburgo, afirmou que, de acordo com a acusação, a sessão de tortura teria sido cometida porque a vítima, que sobreviveu às agressões, devia dinheiro à organização criminosa.
O G1 tenta contato com as defesas dos condenados.
Por G1 — Nova Friburgo
Entenda o caso:
23/03/2017 23/03/2017 19h24
Vídeo com tortura de jovem leva polícia a 2 suspeitos; ela é procurada
Polícia em Friburgo, RJ, trabalha com a hipótese de ocultação de cadáver.
Suspeitos confessaram afirmando que a vítima é do Rio e está viva.
Segundo Marcello Maia, delegado titular da 151ª DP, seis homens teriam participado do crime. O vídeo mostra a jovem sendo atingida com um forte golpe de porrete na cabeça e socos no rosto. Logo em seguida, a vítima teria entrado em convulsão. A polícia suspeita que as imagens tenham sido gravadas em fevereiro e está trabalhando com a hipótese de ocultação de cadáver.
“Começamos a investigar depois que prendemos um homem, suspeito de comercializar drogas em Friburgo, que acabou deixando escapar a informação de que o crime havia acontecido em Olaria durante uma conversa informal. Ele disse inclusive o local exato”, comentou.
Depois disso, a Polícia Civil foi até o lugar apontado pelo homem, fotografou e o perito comprovou que, de fato, se tratava do mesmo local da agressão mostrado no vídeo.
Foi por meio das imagens que a polícia também conseguiu identificar dois suspeitos, um de 19 e outro de 24 anos.
“O jovem de 24 anos identificamos pelo rosto, que dá para ver nas imagens divulgadas e também pelas tatuagens. Enquanto o de 19 anos já é conhecido na cidade e foi possível identificá-lo pela voz”, contou.
Ambos têm passagens pela polícia por crimes de tráfico e associação ao tráfico. O delegado suspeita que outros quatro homens também estejam envolvidos, mas eles ainda não foram identificados.
Ainda de acordo com a polícia, para ajudar nas investigações, foi feito um exame de corpo delito indireto, com base no vídeo, onde o médico legista constatou que, por causa da gravidade das agressões, a vítima poderia estar morta.
O delegado afirmou ainda que os rapazes presos, em cumprimento aos mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Friburgo, confessaram o crime e um deles seria gerente do tráfico em Olaria. A prisão preventiva de 30 dias pode ser prorrogada por mais 30, período que os policiais possuem para concluir o inquérito. Caso isso não aconteça, o delegado vai pedir a prisão preventiva dos suspeitos até que a ocorrência seja completamente esclarecida.
A polícia acredita ainda que a jovem agredida foi alvo do “tribunal do tráfico”. De acordo com Marcello, o chefe do tráfico no bairro, que está preso no Presídio Elizabeth Sá Rego, mandou matar a jovem porque ela causou prejuízo na venda de drogas.
A Polícia Civil fez buscas em toda a região e ainda não localizou o corpo da jovem. Um porrete parecido com o que aparece nas imagens avaliadas pela polícia foi apreendido em uma trilha no bairro Olaria. Também foram feitas diligências em hospitais da cidade e consultas ao sistemas de delegacia de todo o estado para tentar encontrar ocorrências de "encontro de cadáver".
"As investigações continuam na tentativa de identificar os demais participantes, assim como a própria vítima, tendo os presos alegado que ela seria do Rio de Janeiro e que estaria viva, não sabendo fornecer outras informações a respeito dela", afirmou o delegado.