Vitória - Sábado - 10:50 - Namorado é preso por torturar mulher que não aceitou comida feita por ele. Veja abaixo

02 de novembro de 2019 · Vanessa Gualandi · Notícias em Geral

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Uma mulher de 45 anos foi agredida com cadeiradas, teve os dedos queimados no fogão e foi estrangulada pelo namorado que conheceu em um aplicativo de relacionamentos.

As agressões aconteceram na madrugada do último domingo (27), no apartamento dela, em Jardim da Penha, Vitória.

Segundo a vítima, após muitas horas de tortura, no próprio quarto, o homem a pegou pelo braço com violência e a arrastou para a cozinha.

"Ele prendeu meu cabelo, acendeu o fogareiro do fogão e ele falou assim: 'Eu vou queimar o seu rosto, porque eu quero ver você feia'. Eu pedi por favor e tentei acalmar ele, uma pessoa extremamente nervosa e agressiva, que não tinha sido assim nunca antes. Aí com muito amor e muito carinho, ele pegou minha mão e falou: 'Me dá o dedinho. Você fica quietinha agora, fica quietinha, senão vai ser seu rosto, aí ele desligou o fogo e colocou o meu dedo para fritar na boca do fogão, que estava quente".

Após 1h30 de agressões físicas e psicológicas, a mulher conseguiu correr e pedir ajuda a pessoas que teceu no bairro Jardim da Penha, em Vitória.

Uma mulher de 45 anos foi agredida com cadeiradas, teve os dedos queimados no fogão e foi estrangulada pelo namorado que conheceu em um aplicativo de relacionamentos.

As agressões aconteceram na madrugada do último domingo (27), no apartamento dela, em Jardim da Penha, Vitória.

Segundo a vítima, após muitas horas de tortura, no próprio quarto, o homem a pegou pelo braço com violência e a arrastou para a cozinha.

"Ele prendeu meu cabelo, acendeu o fogareiro do fogão e ele falou assim: 'Eu vou queimar o seu rosto, porque eu quero ver você feia'. Eu pedi por favor e tentei acalmar ele, uma pessoa extremamente nervosa e agressiva, que não tinha sido assim nunca antes. Aí com muito amor e muito carinho, ele pegou minha mão e falou: 'Me dá o dedinho. Você fica quietinha agora, fica quietinha, senão vai ser seu rosto, aí ele desligou o fogo e colocou o meu dedo para fritar na boca do fogão, que estava quente".

Após 1h30 de agressões físicas e psicológicas, a mulher conseguiu correr e pedir ajuda a pessoas que estavam na rua e foi levada para um hospital particular de Vitória.

A prisão

O suspeito, um auxiliar de carga e descarga, de 41 anos foi preso nesta quinta-feira (31), pela

Um dos hematomas feitos pelo agressor (Foto: Patricia Maciel/AT)
Um dos hematomas feitos pelo agressor (Foto: Patricia Maciel/AT)


Polícia Civil, na casa de parentes. A identidade dele não será revelada para preservar a víttima.

De acordo com a delegada plantonista do Plantão Especializado da Mulher (PEM), Andréa Magalhães, o pretexto do acusado para iniciar as agressões foi o fato de ela não ter aceitado comer a comida que ele fez.

A mulher agredida afirmou que a ação da polícia foi muito efetiva para que ela se sentisse segura enquanto o suspeito não era preso.

"Eu fui muito protegida e voltei a acreditar no ser humano de bem. A minha tortura não durou só uma hora e meia, ela durou até ontem, quando a delegada me ligou para falar da detenção dele. Eu não morri e nem me entreguei por causa do meu filho, mas a polícia e toda a equipe me trouxeram de volta à vida", disse a vítima que continuou: "Eu consegui escapar com muita sorte e eu to viva para poder ver meu filho crescer".

Fonte: Tribuna