ITAPERUNA -SEGUNDA-FEIRA - 10:54 - EMPRESA CRIADA PELO MINISTRO PAULO GUEDES TEM MAIS DE 37% DO GRUPO QUE COMPROU A UNIREDENTOR. Veja abaixo
Você não leu errado. O dinheiro investido pela gestora criada por Guedes na Afya, que abriu o capital no mês passado na bolsa americana Nasdaq, multiplicou-se por seis.
O aporte na empresa de educação foi realizado pelo fundo captado em 2015 pela Bozano Investimentos, que mudou de nome para Crescera após a ida de Paulo Guedes para o governo Bolsonaro.
A gestora investiu pouco mais de R$ 600 milhões e detém hoje 37,5% do capital da Afya, uma empresa criada neste ano a partir da união da NRE Educacional, maior grupo de faculdade de Medicina do país, com a Medcel, marca de cursos digitais preparatórios para provas de residência médica.
Depois do IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações) da empresa na Nasdaq, essa participação – que ainda não foi vendida – passou a ser avaliada em aproximadamente US$ 960 milhões (R$ 3,6 bilhões).
Os cálculos do retorno obtido pela Crescera foram feitos a meu pedido por uma fonte do mercado de “private equity”, como são conhecidos os fundos investem na compra de participações em empresas, com o objetivo de vendê-las com lucro no futuro. Os números têm com base as cotações de quarta-feira do dólar e das ações da Afya na bolsa americana.
Ou seja, quem deixou seu dinheiro aos cuidados do “Posto Ipiranga” de Bolsonaro não tem do que reclamar. Infelizmente, esse é um tipo de aplicação restrita aos chamados inv los cálculos da minha fonte, a Crescera deve levar para casa aproximadamente R$ 820 milhões pelo desempenho acima da meta obtido pelo fundo. Ainda assim, a rentabilidade líquida para os cotistas deve ficar em algo como 4,6 vezes o capital investido.
A dúvida que fica é se Paulo Guedes terá direito a uma parte do que a Crescera tem a receber, já que o investimento na Afya foi feito quando ele fazia parte do quadro de sócios. Ele deixou a gestora em dezembro, depois de aceitar o convite de Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Economia. Eu procurei a Crescera, mas a gestora informou que não tem por hábito comentar assuntos ou negócios que ainda não tenham sido finalizados.
-Fonte: Seu dinheiro .com