Quarta-feira - 10:15 - Inpe monitora óleo por satélite e afirma que material pode chegar ao Espírito Santo e ao Rio. Veja abaixo

06 de novembro de 2019 · WM · Notícias em Geral

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 O Instituto de Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com sede em São José dos Campos, informou que o óleo que atinge o litoral do nordeste pode chegar aos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro. O órgão foi acionado pelo comitê de crise do governo federal e atua para detectar movimentação e indicar locais com óleo no mar.

De acordo com o oceanógrafo Ronald Souza, que lidera o grupo de pesquisas, a hipótese é de que haja muito mais óleo em oceano aberto e há possibilidade desse material avançar pela costa brasileira e chegar ao Espírito Santo e ao norte do Rio de Janeiro. O relatório foi entregue pelo grupo de estudo à Marinha na tarde desta sexta-feira (1°).

“A hipótese do Inpe é de que há óleo em oceano aberto e que pode chegar até a costa de outros estados do país, incluindo o sudeste”, disse em entrevista coletiva.

Apesar disso, o oceanógrafo classificou como remota a possibilidade do óleo chegar a São Paulo por causa de características geográficas da costa brasileira.

“A corrente original fica muito mais longe da costa [de São Paulo] do que de Cabo Frio para cima. É uma proteção natural”, explicou.

Ronald afirma que o Inpe foi acionado oficialmente pelo governo federal na última sexta-feira (25), quando foi emitida uma carta solicitando a cooperação com o comitê de crise que atua no caso. Ele afirma que o objetivo do órgão é monitorar o óleo e indicar para as autoridades onde há a presença do material.

“Estamos mapeando com o satélite essas áreas predeterminadas e desenhando mapas para que os navios de pesquisa possam ir a esses locais e identificar se há uma massa de óleo e então retirar isso”, explicou.

O primeiro passo foi analisar a imagem que mostrava uma mancha que poderia ser a fonte do óleo. As imagens foram confrontadas por r pelo Inpe ao comitê nesta sexta é resultado de um trabalho de uma semana, com o tipo de cooperação que o pesquisador chamou de ‘informal’, por não estarem diretamente ligados ao comitê.

Questionado pela reportagem sobre a possibilidade de um contato tardio com a instituição, uma das referências em monitoramento e pesquisa no país, o pesquisador disse que o governo talvez não reconhecesse a área de oceanografia da instituição como a mais preparada para o caso.

 

Fonte: G1 Vale do Paraíba e Região