Quinta-feira -13:16 - 'Esquentar' o motor do automóvel antes de rodar traz benefícios? Entenda. Veja abaixo

14 de novembro de 2019 · WM · Notícias em Geral

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Motores atuais são projetados para você ligar o carro e já sair andando; especialista diz que "esquentar" só desperdiça combustível.
RESUMO DA NOTÍCIA
- Especialista diz que motores modernos foram feitos para ligar e sair rodando
- Deixar o carro estacionado para esquentar motor só gasta combustível
- Eletrônica e uso ajudam motor a atingir temperatura ideal mais rapidamente
"Amaciar" motor é outra prática que não vale para veículos produzidos atualmente
Se você tem mais de quarenta anos, deve lembrar que, antigamente, era costume deixar o carro ligado por alguns minutos para o motor esquentar antes de sair da garagem. Na época anterior à injeção eletrônica, inclusive, automóveis traziam uma alavanca conhecida como "afogador", que enriquecia a mistura ar-combustível, restringindo o fluxo de ar no carburador, para facilitar a partida.
< lembra que os tempos de "amaciar" o propulsor, evitando cargas mais fortes no acelerador nos quilômetros iniciais, estão no passado. Há algumas décadas, as próprias montadoras recomendavam essa prática para "assentar" peças internas pelo desgaste natural e, com isso, prolongar a vida útil do motor. Hoje isso não é mais necessário.
"Não vale a pena deixar o motor esquentar, isso só causa desperdício de combustível. Além disso, na fase fria, somente mantendo o motor em marcha-lenta, leva muito mais tempo para atingir a temperatura ideal de funcionamento do que rodando normalmente", complementa.
Zabeu destaca também que, quanto mais tempo o motor demorar para esquentar, mais ele vai poluir. Isso acontece também por conta do catalisador, equipamento que serve para converter gases nocivos provenientes da combustão em produtos menos nocivos à atmosfera e à saúde. O catalisador só funciona da forma esperada em altas temperaturas, esclarece.
"É preferível já sair andando, pois assim o catalisador é aquecido muito mais rapidamente"
As exceções são os carros mais antigos, especialmente os carburados, bem como motores mais desgastados, já no fim da vida útil e com problemas de lubrificação.
O engenheiro inclui na lista veículos extra pesados, bem como carros de alta performance. "Há casos nos quais o motor necessita estar na temperatura ideal para que seja lubrificado de forma adequada. Especialmente no caso de esportivos, a própria eletrônica se encarrega de restringir a potência, cortando combustível, até a temperatura indicada ser atingida."
Outra orientação: esticar uma marcha ou dar uma acelerada com o motor ainda frio não traz problemas, desde que a prática não seja frequente, ensina.
-Fonte: Uol.