Terça-feira - 19:20 - Justiça manda Cedae reduzir a conta em 25% após a crise da água. Veja abaixo
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Segundo a decisão, consumidores serão ressarcidos por terem recebido água com coloração com gosto, cheiro e cor alterados. A multa diária é de R$ 1 milhão caso a Cedae não acate a decisão.
A Justiça do Rio determinou nesta terça-feira (10) que a Cedae reduza imediatamente a conta dos consumidores em 25% devido à distribuição de água com gosto, cheiro e cor alterados, durante vários dias em janeiro e fevereiro.

Justiça manda Cedae reduzir a conta de água em 25%
A informação foi antecipada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, e confirmada pelo Tribunal de Justiça do Rio.
A Cedae informou, por volta das 16h, que não havia sido intimada da decisão e que "se manifestará oportunamente".
Antes da ação movida pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública, várias tentativas de acordo fracassaram.
De acordo com a decisão da juíza Maria Christina Berardo Rucker, da 2ª Vara Empresarial do TJ, a redução no fornecimento de água foi estipulada em 50%. Mas, como não haverá redução na cobrança do serviço de esgoto, ficou estabelecida redução de 25% no valor total da conta.
A magistrada determina que o desconto seja dado "até a comprovação de regularização do fornecimento de água sem odor, cheiro ou turbidez inadequados, com o devido fornecimento de água adequada e própria para o consumo, limpa, inodora e incolor, na forma das normas regulamentares e legais".
A multa diária é de R$ 1 milhão caso a Cedae não acate a decisão
A mesma juíza havia negado o bloqueio de R$ 560 milhões da Cedae para indenizar os consumidores. Rucker concordou que o abastecimento foi inadequado e que o produto teve o gosto modificado por causa da presença da substância, mas argumentou que bloqueio poderia "inviabilizar as atividades da sociedade" e até o fornecimento do serviço.

Moradores de 25 bairros ainda reclamam da qualidade da água da Cedae
Desde o começo de janeiro, moradores do Rio de Janeiro e de municípios da Baixada Fluminense começaram a reclamar do cheiro e gosto da água que chega às torneiras.
A Cedae atribuiu os problemas à presença da enzima geosmina, liberada por microalgas que, em contato com microorganismos, altera a aparência da água, mas informou que ela não prejudica a saúde.
Para solucionar o problema, a empresa aplicou carvão ativado e argila nas águas.
A Cedae informou, por volta das 16h, que não havia sido intimada da decisão e que "se manifestará oportunamente".
Antes da ação movida pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública, várias tentativas de acordo fracassaram.
De acordo com a decisão da juíza Maria Christina Berardo Rucker, da 2ª Vara Empresarial do TJ, a redução no fornecimento de água foi estipulada em 50%. Mas, como não haverá redução na cobrança do serviço de esgoto, ficou estabelecida redução de 25% no valor total da conta.
A magistrada determina que o desconto seja dado "até a comprovação de regularização do fornecimento de água sem odor, cheiro ou turbidez inadequados, com o devido fornecimento de água adequada e própria para o consumo, limpa, inodora e incolor, na forma das normas regulamentares e legais".
A multa diária é de R$ 1 milhão caso a Cedae não acate a decisão
A mesma juíza havia negado o bloqueio de R$ 560 milhões da Cedae para indenizar os consumidores. Rucker concordou que o abastecimento foi inadequado e que o produto teve o gosto modificado por causa da presença da substância, mas argumentou que bloqueio poderia "inviabilizar as atividades da sociedade" e até o fornecimento do serviço.

Moradores de 25 bairros ainda reclamam da qualidade da água da Cedae
Desde o começo de janeiro, moradores do Rio de Janeiro e de municípios da Baixada Fluminense começaram a reclamar do cheiro e gosto da água que chega às torneiras.
A Cedae atribuiu os problemas à presença da enzima geosmina, liberada por microalgas que, em contato com microorganismos, altera a aparência da água, mas informou que ela não prejudica a saúde.
Para solucionar o problema, a empresa aplicou carvão ativado e argila nas águas.
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Carvão ativado sendo colocado na água na estação de tratamento de Guandu, na Baixada Fluminense — Foto: Reprodução/TV Globo
-Fonte: G1.