Sábado - 11:25 - Hospitais de SP já afastaram ao menos 820 funcionários com coronavírus. Clique na imagem e saiba mais
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Ao menos 820 funcionários de hospitais da cidade de São Paulo foram afastados do trabalho porque estão contaminados com o novo coronavírus, de acordo com levantamento do UOL. A reportagem recebeu dados referentes aos dias 1º e 2 de abril de nove hospitais particulares e dois públicos da capital paulista, cidade com mais casos da covid-19 no país.
O número, porém, deve ser muito maior. A Secretaria Estadual de Saúde, por exemplo, disse que ainda não possui um balanço geral de seus cem hospitais. Algumas instituições particulares não quiseram divulgar a informação ou deram o dado de sua rede em todo o país, sem discriminar os da cidade de São Paulo.
Até o momento, não há mortes confirmadas de funcionários de hospitais na capital paulista em razão do novo coronavírus, mas existem óbitos classificados como suspeitos. Entre eles, o de uma médica, cujo laudo indica que ela morreu por covid-19, mas a causa da morte não é confirmada oficialmente pela Secretaria Municipal de Saúde da capital, como o UOL informou ontem.
Até sexta-feira (3), a secretaria estadual nem a municipal de São Paulo não informaram se já havia a certeza sobre a ligação do coronavírus com esses óbitos. A incerteza sobre as mortes suspeitas e sobre supostos casos de contaminação têm gerado medo em alguns hospitais.
Segundo o Seesp (Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo), ao menos um profissional do setor morreu por causa do novo coronavírus; outros dois casos ainda são analisados.
Entre eles, estão enfermeiros, médicos e profissionais que não atuam diretamente no tratamento de pacientes, como funcionários de áreas administrativas.Os afastamentos dos funcionários, além de diminuírem a força de trabalho nos hospitais quando a pandemia começa a entrar em seu ponto crítico no país, geram outro problema: eles se tornam um vetor para transmissão da covid-19.
Para o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), uma preocupação, desde o início da pandemia, "é com a saúde destes profissionais de saúde".
"Estamos realizando fiscalizações, conversando com diretores técnicos e comissões de ética, além de autoridades responsáveis para que os EPIs [Equipamentos de Proteção Individual] possam ser garantidos aos médicos e suas equipes", diz Irene Abramovich, presidente do Cremesp.
Quantidade de funcionários afastados por hospital
- Hospital Albert Einstein: 348
- Hospital das Clínicas (USP): 108
- Hospital Sírio Libanês: 104
- Rede Prevent Senior: 82
- Hospital Beneficência Portuguesa: 40
- Hospital Oswaldo Cruz: 38
- Hospital Santa Catarina: 36
- Hospital São Camilo: 33
- Hospital São Paulo (Unifesp): ao menos 17
- Hospital Leforte: 14
- Hospital São Luiz: a rede divulgou apenas o número de seus hospitais no país inteiro; foram 500 profissionais afastados
Hospitais consultados que não responderam
- Hospital Samaritano
- Hospital 9 de Julho
- Hospital Edmundo Vasconcelos
- Hospital Sabará
Nos sindicatos de médicos e enfermeiros de São Paulo, uma reclamação é comum: a falta de EPIs para que os profissionais possam atuar com segurança.
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