Sábado - 11:25 - Hospitais de SP já afastaram ao menos 820 funcionários com coronavírus. Clique na imagem e saiba mais

04 de abril de 2020 · Adilson Ribeiro · Notícias em Geral

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Ao menos 820 funcionários de hospitais da cidade de São Paulo foram afastados do trabalho porque estão contaminados com o novo coronavírus, de acordo com levantamento do UOL. A reportagem recebeu dados referentes aos dias 1º e 2 de abril de nove hospitais particulares e dois públicos da capital paulista, cidade com mais casos da covid-19 no país.

O número, porém, deve ser muito maior. A Secretaria Estadual de Saúde, por exemplo, disse que ainda não possui um balanço geral de seus cem hospitais. Algumas instituições particulares não quiseram divulgar a informação ou deram o dado de sua rede em todo o país, sem discriminar os da cidade de São Paulo.

Salvador pontua que os profissionais que atuam na atenção primária, ou seja, em UBS (Unidade Básica de Saúde), não estão sendo testados. "Assim como a maior parte dos profissionais da rede do SUS [Sistema Único de Saúde]."

Até o momento, não há mortes confirmadas de funcionários de hospitais na capital paulista em razão do novo coronavírus, mas existem óbitos classificados como suspeitos. Entre eles, o de uma médica, cujo laudo indica que ela morreu por covid-19, mas a causa da morte não é confirmada oficialmente pela Secretaria Municipal de Saúde da capital, como o UOL informou ontem.

Até sexta-feira (3), a secretaria estadual nem a municipal de São Paulo não informaram se já havia a certeza sobre a ligação do coronavírus com esses óbitos. A incerteza sobre as mortes suspeitas e sobre supostos casos de contaminação têm gerado medo em alguns hospitais.

Segundo o Seesp (Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo), ao menos um profissional do setor morreu por causa do novo coronavírus; outros dois casos ainda são analisados.

Se forem contabilizados os colaboradores que deixaram de trabalhar por serem casos suspeitos, o número de profissionais de saúde afastados dos hospitais paulistanos passa de 1.300, de acordo com o levantamento do UOL.
Entre eles, estão enfermeiros, médicos e profissionais que não atuam diretamente no tratamento de pacientes, como funcionários de áreas administrativas.

Os afastamentos dos funcionários, além de diminuírem a força de trabalho nos hospitais quando a pandemia começa a entrar em seu ponto crítico no país, geram outro problema: eles se tornam um vetor para transmissão da covid-19.

Para o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), uma preocupação, desde o início da pandemia, "é com a saúde destes profissionais de saúde".

"Estamos realizando fiscalizações, conversando com diretores técnicos e comissões de ética, além de autoridades responsáveis para que os EPIs [Equipamentos de Proteção Individual] possam ser garantidos aos médicos e suas equipes", diz Irene Abramovich, presidente do Cremesp.

Quantidade de funcionários afastados por hospital



  • Hospital Albert Einstein: 348

  • Hospital das Clínicas (USP): 108

  • Hospital Sírio Libanês: 104

  • Rede Prevent Senior: 82

  • Hospital Beneficência Portuguesa: 40

  • Hospital Oswaldo Cruz: 38

  • Hospital Santa Catarina: 36

  • Hospital São Camilo: 33

  • Hospital São Paulo (Unifesp): ao menos 17

  • Hospital Leforte: 14

  • Hospital São Luiz: a rede divulgou apenas o número de seus hospitais no país inteiro; foram 500 profissionais afastados



Hospitais consultados que não responderam




  • Hospital Samaritano

  • Hospital 9 de Julho

  • Hospital Edmundo Vasconcelos

  • Hospital Sabará


Nos sindicatos de médicos e enfermeiros de São Paulo, uma reclamação é comum: a falta de EPIs para que os profissionais possam atuar com segurança.

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Se forem contabilizados os colaboradores que deixaram de trabalhar por serem casos suspeitos, o número de profissionais de saúde afastados dos hospitais paulistanos passa de 1.300, de acordo com o levantamento do UOL.