Quarta Feira - 21:35 - Sem caixões, Equador enterra vítimas de coronavírus em caixas de papelão. Veja Abaixo
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Guayaquil é a cidade mais castigada pelo coronavírus no país. Até agora foram contabilizados 2.524 infectados e 126 mortos na cidade.
A província de Guayas, que está cercada por militares e cuja capital é Guayaquil, registra a maior incidência da Covid-19 no país. Até agora foram contabilizados 2.524 infectados na cidade, entre eles 126 mortos. A região está sob toque de recolher diário de 15 horas.
Já o Equador registra 3.646 casos e 180 mortos no total. Diante da dificuldade de conter o contágio em massa, o governo fechou as escolas, estabeleceu o home office, limitou o tráfego de veículos, decretou estado de exceção e bloqueou as fronteiras.
Desrespeito das normas sanitárias
Os caixões de papelão não atendem às normas sanitárias do governo para o enterro de vítimas da Covid-19. Mas, diante de corpos sendo empilhados nas ruas, parece não haver outra solução no momento. No Twitter, a prefeitura de Guayaq livares.
Desrespeito da quarentena
Segundo o presidente equatoriano Lenin Moreno, ao menos 40% das pessoas contaminadas pelo coronavírus não respeitaram o isolamento imposto aos doentes. São “pessoas sem consciência de seu estado, em alguns casos. E em outros casos, são irresponsáveis porque foram declarados positivos por testes médicos ou são suspeitos de terem o coronavírus e deixam suas casas, não respeitam a quarentena”.
No sábado 4, em pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão, o presidente apresentou um mapa que mostra os trajetos feitos por pessoas contaminadas, sem dar detalhes de como os dados foram obtidos. Moreno ordenou “a utilização desta ferramenta para realizar medidas de controle e impedir a livre circulação de contaminados”.
Já o vice-presidente equatoriano, Otto Sonnenholzner, pediu desculpas públicas pela deterioração da imagem internacional do país. Nas redes sociais, vídeos compartilhados em todo o mundo mostram corpos espalhados pelas ruas de Guayaquil. Militares foram acionados para retirar cerca de 150 corpos abandonados pela cidade.
Sonnenholzner, que dirige o Comitê de Operações de Urgência, criado para enfrentar a crise sanitária, também apresentou condolências a “todas as famílias que perderam pessoas queridas”. O vice-presidente fez um apelo para que a população respeite as medidas estabelecidas pelo governo. “Não podemos desrespeitar o toque de recolher e o confinamento”, declarou.