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Um estudo publicado esta semana nos Estados Unidos indica que o grau de contágio do novo coronavírus é muito maior do que se imaginava: uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus a 5,6 pessoas e, sem quarentena, o número de casos pode dobrar entre 2,3 e 3,3 dias. Esse grau de contágio é muito superior ao que se cogitava até agora. Estudos anteriores estimavam que cada infectado poderia contaminar até 2,7 pessoas e que o número de doentes dobraria apenas depois de 6 ou 7 dias.
As descobertas foram feitas por seis pesquisadores e publicadas pela Centers for Disease Control and Prevention, o principal instituto nacional de saúde pública dos Estados Unidos.
"Coletamos extensos relatos de casos individuais em toda a China e estimamos os parâmetros da epidemia desde a incubação", escrevem os pesquisadores. "Em seguida, projetamos duas abordagens matemáticas para encontrar a dinâmica do surto em Wuhan [o epicentro do surto]."
As estimativas mais otimistas de contágio e disseminação se basearam nas primeiras contagens de caso em Wuhan, antes de 4 de janeiro. Esses resultados estariam "propensos a erros de medição por estarem incompletos", comum "à análise precoce de surtos de um novo patógeno".
Para chegar a resultados próximos da realidade, os autores coletaram relatórios de casos em toda a China. Eles cruzaram dados de viagens domésticas e de infecções precoces relatados fora da província Hubei, cuja capital é Wuhan. Só assim foi possível "encontrar a dinâmica do surto".
"Nossos resultados sugerem que é necessária uma combinação de medidas de controle, incluindo vigilância precoce e ativa, quarentena e esforços especiais de distanciamento social para desacelerar ou impedir a propagação do vírus", afirmam os cientistas.
Se essas medidas não forem implementadas precocemente e com força, o vírus poderá se espalhar rapidamente e infectar grande parte da população, sobrecarregando os sistemas de saúde.
Fonte: Uol.