Sexta-feira - 15:12 - 'É um risco que eu corro', reconhece Bolsonaro sobre reabertura do comércio durante epidemia. Veja abaixo
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- Eu agradeço, Mandetta, do fundo do coração. Aqui não tem vitoriosos e nem derrotados. A história, lá na frente, vai nos julgar. E eu peço a Deus que nós dois estejamos certos lá na frente. Essa briga de começar a abrir para o comércio é um risco que eu corro, porque se agravar vem pro meu colo. Agora o que eu acredito que muita gente já está tendo consciência é lique na imagem acima e inscreva-se no Vestibular Agendado da UNIG
O presidente Jair Bolsonaro reconheceu em discurso na manhã desta sexta-feira, durante a posse do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, que corre um risco ao defender a reabertura do comércio em cidades brasileiras em meio à pandemia do novo coronavírus. Ele também agradeceu "do fundo do coração" o agora ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que compareceu à cerimônia, e disse que os dois serão julgados pela história.
- Eu agradeço, Mandetta, do fundo do coração. Aqui não tem vitoriosos e nem derrotados. A história, lá na frente, vai nos julgar. E eu peço a Deus que nós dois estejamos certos lá na frente. Essa briga de começar a abrir para o comércio é um risco que eu corro, porque se agravar vem pro meu colo. Agora o que eu acredito que muita gente já está tendo consciência é que tem que abrir - declarou Bolsonaro, em discurso no Palácio do Planalto.
Em outro momento de elogios ao agora ex-ministro, o presidente disse que sua visão era muito boa, "era a da saúde, da vida". E que na dele entrava também o ministro da Economia, Paulo Guedes, a economia, o emprego.
- Desde o começo eu tinha uma visão, e ainda tenho, que nós devemos abrir o emprego, porque o efeito colateral do combate ao vírus não pode ser, no meu ponto de vista, mais danoso do que o próprio remédio - comentou Bolsonaro.
Ele também criticou medidas adotadas por governadores, sem citar nenhum deles nominalmente, citando "aquelas cenas de prender mulheres na praia, em praça pública".
- Eu não consigo entender isso daí. Não concordo - declarou o presidente. - Pena que eu não posso intervir em muita coisa, porque o Supremo [Tribunal Federal] decidiu - acrescentou, em referência à decisão de quarta-feira que garantiu autonomia a Estados e municípios para definir distanciamento social.
Bolsonaro disse ainda que, como vivemos em uma democracia, respeiterá a decisão do STF, mas apontou que as prisões de quem infringe a determinação de isolamento "atingem a alma de cada cidadão brasileiro".
- Não vou pregar desobediência civil, mas medidas como essas têm que ser rechaçadas por todos nós - afirmou.
Na saída da cerimônia, o vice-presidente Hamilton Mourão cumprimentou jornalistas que estavam no local à distância e comentou, dando risada:
- Tudo sob controle... Não sabemos de quem.
Fonte: Extra.