Segunda-feira - 11:57 - Estudo demonstra eficácia de isolamento de casos, distanciamento físico e testagem para conter coronavírus. Veja abaixo

20 de abril de 2020 · WM · Notícias em Geral

Análise publicada em revista científica apresenta um panorama da disseminação precoce do coronavírus na Islândia
São Paulo, 17 de abril de 2020 – Cientistas da deCODE genetics, empresa subsidiaria da Amgen, e colegas da Diretoria de Saúde da Islândia e do National University Hospital publicaram nesta quarta-feira (14) no New England Journal of Medicine, um estudo de base populacional sobre a disseminação precoce do vírus SARS-Cov-2 (causador da Covid-19) na Islândia. O objetivo do estudo foi fornecer uma visão o mais abrangente possível de como o vírus se espalha em uma população, neste caso uma com 360 mil pessoas, e implementar medidas precoces e agressivas de testes, rastreamento e isolamento para conter a epidemia.

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al, em 13 de março o deCODE começou a testar voluntários que se inscreveram para a triagem gratuita. Em 1º de abril, 10797 pessoas foram analisadas nessa ação, sendo que 87 (0,8%) testaram positivo. De 1º a 4 de abril, mais 2.283 indivíduos selecionados aleatoriamente foram analisados, sendo que 13 (0,6%) testaram positivo. A análise combinada do resultado sugere que crianças e mulheres são, em geral, um pouco menos suscetíveis à infecção por SARS-Cov-2 do que homens e adultos.

“Na tentativa de mapear criteriosamente a epidemiologia molecular da COVID-19 na Islândia, esperamos fornecer ao mundo inteiro dados para uso na ação coletiva global para conter a disseminação da doença”, disse Kari Stefansson, CEO da deCODE genetics e autor sênior do artigo.

A deCODE sequenciou o vírus de 643 indivíduos e desenhou uma árvore genealógica dos diferentes haplótipos (cadeias de variantes de sequência) encontrados. A análise dos dados da sequência revela que os haplótipos do vírus detectados nos primeiros testes orientados eram quase inteiramente do clado A2 originário da Áustria e da Itália e entraram na Islândia com pessoas retornando de férias em estações de esqui. Por outro lado, os casos identificados nos testes orientados mais recentes e na triagem populacional da deCODE mostram que vários haplótipos do clado A1 prevalecentes em países como o Reino Unido, se tornaram mais comuns e que agora existe uma ampla e crescente variedade de haplótipos presentes na população.

Isso sugere que o vírus entrou na Islândia proveniente de muitos países, incluindo aqueles que eram então considerados de baixo risco. Atualmente, 291 mutações foram encontradas no país que não foram identificadas em nenhum outro lugar. Uma das utilidades do sequenciamento do vírus é que ele permite identificar os contatos e infecções adicionais provenientes de casos confirmados. Esses dados e o fato de a maioria das novas infecções advir das que já estão em quarentena enfatizam a eficácia geral das ações de saúde pública para rastrear e isolar esses contatos e controlar ainda mais a disseminação do vírus.

“Para achatar a curva dessa pandemia o mais rápido possível, precisamos de informações cientificamente precisas sobre como a COVID-19 se espalha nas comunidades”, disse Robert A. Bradway, presidente e CEO da Amgen. “Acredito que a resposta rápida da deCODE a essa emergência e os insights que eles geraram darão ao resto do mundo uma base científica mais sólida para as decisões de saúde pública”.
Fonte: JBN