Sexta-feira - 20:04 - Supostas provas da investigação contra o governador Witzel e a primeira-dama. Veja abaixo
Documentos revelam que o governador do Rio de Janeiro é suspeito de beneficiar uma organização criminosa
No dia 1º de agosto de 2019, o escritório Helena Witzel Sociedade Individual Advocacia, da primeira-dama do estado do Rio de Janeiro, e a DPAD Serviços Diagnósticos, que integra um grupo de empresas fornecedoras do governo de Wilson Witzel, firmaram um contrato de “prestação de serviços e honorário advocatícios”. O acordo, sem um objeto específico, previa um pagamento total de 540 000 reais, divido em 36 parcelas mensais de 15 000 reais, até agosto de 2022. Sem uma experiência reconhecida na área juríd rnador do Rio.
Ainda de acordo com as provas coletadas pelos investigadores, havia uma hierarquia do esquema que “garantia a cadeia de comando e, teoricamente, ‘blindava’ o governador e o secretário de Saúde”. Entre os integrantes dessa organização, estão empresários do ramo da saúde e o ex-subsecretário-executivo Gabriell Neves, preso após uma operação do Ministério Público estadual envolvendo fraudes em contratos de compra de respiradores para hospitais do Rio de Janeiro. Em depoimento, Neves confirmou que todas as transações suspeitas eram de conhecimento do então secretário de Saúde, Edmar Santos.
“Os elementos já colhidos indicam que os agentes fraudaram documentos, cometendo crimes em plena pandemia da Covid-19, sugerindo publicamente que agiam para combatê-la, o que torna a conduta ainda mais reprovável”, escreve a PGR.
Um dos contratos suspeitos assinados pelo governo do Rio durante a pandemia foi a contratação emergencial por 835 milhões de reais da Organização Social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) para construir e administrar 1 400 leitos de hospitais de campanha no estado. De acordo com os investigadores, os orçamentos para serviços de montagens de tendas, instalação de caixas d’água, geradores de energia e pisos foram fraudados. “Há prova bastante robusta de fraudes nos processos que levaram à contratação do Iabas para gerir os hospitais de campanha no Rio de Janeiro, tudo com anuência e comando da cúpula do Executivo (do estado do Rio de Janeiro)”, aponta a PGR. A empresa nega essas acusações.
Fonte: Veja