CORONAVÍRUS - Quarta e quinta parcelas do auxílio emergencial serão de R$ 300: terceira, a R$ 600, começa a ser depositada no dia 17/06. Clique na imagem e saiba mais
O governo federal bateu o martelo e decidiu pagar mais duas parcelas de R$ 300 do auxílio emergencial. A informação foi confirmada por fontes da equipe econômica ao EXTRA. A extensão do programa custará, ao todo, R$ 51 bilhões.
Nesta segunda-feira, foi anunciado que a terceira pa ordo com o mês de aniversário. O cronograma deve se estender até julho.
O crédito na conta digital permite às pessoas pagar algumas contas (água, luz e telefone) e fazer compras pelo aplicativo do celular, via cartão de débito virtual ou QR Code.
O auxílio emergencial foi aprovado pelo Congresso em abril como forma de reduzir os efeitos da crise do coronavírus. Na versão original, a ajuda federal seria de três parcelas de R$ 600, mas essa cobertura precisou ser estendida. Inicialmente, a equipe econômica sugeriu pagar três parcelas de R$ 200. Parlamentares elevaram a proposta para R$ 500 e, no fim, Jair Bolsonaro acabou propondo a versão final de R$ 600.
Na semana passada, ainda estava incerto se a prorrogação seria com duas parcelas de R$ 300 ou com três de R$ 200.
Programa para gerar novos empregos
Ao mesmo tempo em que trata da extensão do auxílio emergencial, o time do ministro da Economia, Paulo Guedes, trabalha num programa para gerar empregos após a crise. O plano envolve uma volta ao debate sobre mudanças na Previdência, com uma nova tentativa de emplacar no país o modelo de capitalização.
Nesse sistema, cada trabalhador é responsável por poupar para sua própria aposentadoria no futuro. Hoje, empregado e empregador contribuem para um fundo que banca os benefícios de quem já parou de trabalhar, no modelo conhecido como repartição. Essa contribuição é feita por meio de um imposto que incide sobre salários.
O plano de Guedes é que jovens, que nunca trabalharam com carteira assinada, ingressem no mercado de trabalho já neste novo regime. Assim, seus empregadores não precisariam contribuir para a Previdência. Isso, na visão do ministro, baratearia o custo do trabalho e incentivaria o emprego formal.
A reforma previdenciária encaminhada pelo governo no início do ano passado previa essa migração para a capitalização, mas esse ponto do projeto acabou sendo rejeitado pelo Congresso. Agora, a expectativa é retomar o plano original. O governo espera que, diante dos milhões de informais que foram descobertos no programa do auxílio emergencial, o clima político para aprovar projetos que busquem incentivar a formalização seja mais favorável.
Fonte: Extra.