Maxwell Simões Correa, que foi capturado em um condomínio de luxo no Recreio, é investigado por ter participado do sumiço de armas que podem ter sido usadas no crime
Rio - O militar do Corpo de BombeirosMaxwell Simões Correa foi preso, na manhã desta quarta-feira, durante uma ação que investiga os assassinatos da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes. Ele, que foi encontrado em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, é suspeito de ter participado do sumiço das armas que podem ter sido usadas no crime.
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A prisão do militar foi feita pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e pelo Ministério Público estadual (MPRJ) durante a Operação Submersus 2, que investiga o sumiço de armas do PM reformado Ronnie Lessa. O advogado de Maxwell acompanhou sua prisão.
Os agentes ainda cumprem 10 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Maxwell e outras quatro pessoas. Na casa do bombeiro, que não se manifestou ao ser capturado, foram apreendidos documentos e celulares.
"É importante ressaltar que esse caso até hoje já levou à prisão 61 pessoas. É uma marca emblemática e a gente trabalha diuturnamente para concluir o caso tão logo", reforçou o delegado Daniel Rosa, titular da DHC, dizendo que espera uma solução breve para o caso.
O delegado diz ainda que Maxwell é grande amigo de Lessa.
"São duas pessoas extremamente ligadas tanto na vida do crime, quanto na vida na social", enfatiza.
A Corregedoria do Corpo de Bombeiros participou da ação - Reginaldo Pimenta / Agência O DIA
OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA
Para o MPRJ, o bombeiro e os quatro comparsas praticaram o crime de obstrução de Justiça, que "prejudicou de maneira considerável as investigações em curso e a ação penal deflagrada na ocasião da Operação Submersus, na medida em que frustrou cumprimento de ordem judicial, impedindo a apreensão do vasto arsenal bélico ali ocultado e inviabilizando o avanço das investigações".
"Nós temos imagens, medidas cautelares que foram implementadas ao longo dessa investigação, provas testemunhais, dados, análise de vínculos", enumera Rosa, sobre a coleta de provas para prender Maxwell.
Até hoje, a arma usada para matar Marielle e Anderson não foi encontrada, segundo o Ministério Público "em razão das condutas criminosas perpetradas pelos cinco denunciados".
A Corregedoria Interna e o Serviço Reservado do Corpo de Bombeiros acompanharam a prisão de Maxwell.
"A instituição aguarda as informações solicitadas sobre o processo para abrir procedimento interno. Na esfera criminal, a competência é do Poder Judiciário. O Corpo de Bombeiros repudia veementemente todo e qualquer ato ilícito. A corporação segue à disposição para colaborar com as autoridades", a corporação informou, em nota.
De sua casa no Recreio, Maxwell foi levado para a sede da DHC, no bairro vizinho da Barra, para prestar depoimento.